A equipe de defesa do ex-presidente Lula, formada pelos advogados Valeska Teixeira Zanin Martins e Cristiano Zanin Martins, do escritório Teixeira, Martins & Advogados, foi convidada pelo Parlamento Britânico nesta segunda-feira (4) a apresentar o caso envolvendo Lula a a situação jurídica no Brasil.

Foi consenso no Comitê que o ex-presidente Lula, que construiu sua reputação mundial sendo responsável por tirar milhões da pobreza e ampliar os níveis de qualidade de vida pelo Brasil durante seus dois mandatos, agora enfrenta uma firme campanha contra ele - inclusive sendo denunciado publicamente por um promotor. 

O evento, que ocorreu em Londres, foi conduzido pela presidente do Comitê Europeu Sindical para a Educação, Christine Blower. O advogado especialista em Direitos Humanos, Geoffrey Robertson QC, que representa Lula na petição junto ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, também estava presente no evento e informou os membros do Parlamento sobre a situação turbulenta que o ex-presidente Lula enfrenta e explicitou os abusos de seus direitos por uma "Justiça e um sistema legal primitivo e inquisidor".  

Durante o evento, os advogados Valeska e Cristiano atualizaram o Parlamento sobre a situação jurídica no Brasil, especialmente em relação à postura da mídia no país. O parlamentar Lord Cashman afirmou: "Os relatos que vocês acabaram de fazer são muito preocupantes, mas bastante esclarecedores. É muito interessante quanto ao papel da mídia no Brasil. Nós sabemos nesse país que a repetição de uma mentira acaba transformando-a em fato".

Valeska, Cristiano e Geoffrey foram convidados pelo Parlamento para colocá-los a par da realidade do que está ocorrendo no Brasil, que muitos encontraram dificuldade de compreender particularmente à luz de um antiquado sistema judicial que não parece permitir um julgamento justo.

Valeska informou o Comitê: "o que está acontecendo no Brasil com Lula é um lapso do que pode acontecer em outros lugares do mundo no futuro. Nós estamos lutando pelos Direitos Humanos e pela esperança que nenhum outro político precise passar por isso, em nenhuma parte do mundo".

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