Juizado da 13ª Vara Federal em Curitiba voltou a ouvir, nesta segunda-feira (12), testemunhas chamadas ao processo pelo MPF-PR
Agência Brasil

O engenheiro da OAS Igor Pontes foi a segunda testemunha a ser ouvida nesta segunda-feira na 13ª Vara Federal em Curitiba, em processo em que o MPF-PR (MInistério Público Federal no Paraná) acusa Luiz Inácio Lula da Silva de ser o “dono oculto” de um apartamento triplex no Guarujá.  

Pontes falou sobre a reforma feita no apartamento - que, originalmente, era de um empreendimento da Bancoop, a cooperativa dos bancários de São Paulo, mas foi adquirido pela OAS -, na qual prestou seus serviços. De acordo com ele, a obra feita pela OAS foi para tentar vender o apartamento para o ex-presidente Lula e sua família. 

"O que foi dito é que seria feita uma reforma para melhorar a unidade. Já que era um prédio muito simples, (seria feita) uma melhoria para ver se o ex-presidente de repente se interessava em ficar com a unidade", afirmou Igor Pontes, somando-se às mais de dez testemunhas de acusação do MPF-PR que não confirmam a tese acusatória dos procuradores.

O depoimento confirma os fatos sempre expressos por Lula e derruba a versão dos procuradores, na medida em que reafirma que Lula não era proprietário do apartamento e que as duas visitas de Dona Marisa e a única visita de Lula ao imóvel foram para verificar o interesse da família em comprar o apartamento - o que acabou não ocorrendo.

A testemunha disse também que lhe foi solicitado pela primeira vez que atentasse ao apartamento do Guarujá em janeiro de 2014. Ele deveria fazer pequenas melhorias na unidade porque haveria uma visita do presidente do grupo OAS, Léo Pinheiro, e do ex-presidente Lula, e que foi solicitado que ele (Igor) estivesse presente. Tal visita teria ocorrido no começo de fevereiro de 2014.

Igor teria acompanhado essa visita apenas para responder qualquer pergunta ou questionamento técnico. Segundo o engenheiro, Lula e Dona Marisa visitaram o apartamento e se detiveram na vista, sem que lhe tivessem feito qualquer pergunta sobre o imóvel.

Perguntado pelo Ministério Público se o apartamento 164-A está à venda, Igor Pontes disse que, após tanta exposição da imprensa, acha difícil colocarem o apartamento à venda.

O funcionário da OAS também confirmou que o apartamento segue sendo da construtora e que nunca foi feito nenhum "Boletim de Vistoria", documento que fecha a venda de um imóvel.

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