Foto: Mauro Calove

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na manhã desta sexta-feira (16), em São Bernardo do Campo (SP), de uma reunião com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 

Durante o encontro, Lula criticou as medidas de cortes anuncidas pelo governo Temer, relembrou as conquistas sociais dos últimos 13 anos e afirmou que a aprovação da PEC 55, que congela investimentos em áreas importantes durante 20 anos, é um desastre para a economia do país. 

Para Lula, cortar os investimentos em educação é o mais grave. "O Brasil tem uma dívida com a educacão, é por isso que, quando nós aprovamos a Lei do Pré-Sal, colocamos 75% dos royalties para a educação, para recuperar todo o atraso histórico do Brasil", lembra. 

"A impressão que eu tenho por essa gente que está governando o Brasil hoje, é que nós não iremos ter, por muito tempo, a construção de uma nova universidade neste país. Vão acabar com aquilo que nós criamos e fizemos uma revolução, que foi fazer em apenas 13 anos, três vezes mais o que eles fizeram em um século", afirma o ex-presidente. 

Lula falou sobre a perda de direitos trabalhistas e afimou que os trabalhadores devem reagir para evitar que aprovem o pacote da aposentadoria. "Não que a aposentadoria não tenha que ser reformulada de tempos em tempos, mas precisa ser discutida com a sociedade. Não podem fazer o que estão fazendo", diz.  

Em relação ao pacote econômico lançado nesta quinta-feira pelo atual governo, Lula pontuou que Temer não tem compromisso com os trabalhadores e, sim, com o setor empresarial e financeiro do país, que quer acabar com a inclusão social realizada pelos governos do PT. "O Temer não deve favor a nenhum trabalhador nesse país. Ele tem um compromisso com banqueiros e empresários de fazer com que acontecesse um golpe no Brasil para eles poderem acabar, definitivamente, com a tal da inclusão social. Vai voltar a ser o Brasil de antigamente, com 35% da sociedade podendo tudo, e o restante da população vivendo a pão e água". 

Lula lembrou ainda que o Brasil saiu de uma era em que a única preocupação dos trabalhadores era "quanto vamos ganhar?", para a fase do "quanto vamos perder?". "Agora os trabalhadores vão perceber a diferença entre um governo que tem um compromisso histórico com a classe trabalhadora e um governo que não tem".  

Para o ex-presidente, do atual governo não sai nada que não seja para defender os interesses de quem apoiou a derrubada da presidenta Dilma Rousseff. "Não existe possibilidade desse país dar certo se não for ter alguém eleito democraticamente pelo povo brasileiro". 

Aos metalúrgicos do ABC, Lula disse que acredita que o país tem jeito, pois já provou que é possível melhorar o Brasil. "Temos que nos voltar para o povo brasileiro. O golpe foi feito para que os ricos assumissem o poder no país. Nós fizemos mal ao país quando colocamos o filho do pobre da periferia na universidade e conseguimos fazer com que as crianças parassem de morrer de desnutrição infantil. Se esse é o mal que eu fiz ao Brasil, pode esperar que eu vou continuar fazendo", finalizou o ex-presidente. 

Clique aqui para ver as fotos da visita do ex-presidente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Confira o vídeo do encontro de Lula com os metalúrgicos do ABC: 

 

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