Encerrado o depoimento de todas as 27 testemunhas listadas pelo Ministério Público Federal, nenhuma confirmou a tese dos procuradores de que Lula teria recebido um apartamento como propina por obras nas Petrobras.

Nenhuma testemunha, incluindo 11 delatores da Lava Jato, relacionou o ex-presidente a qualquer desvio nos contratos da Petrobras listados pela denúncia como a origem dos desvios. Nenhuma. Também nenhuma apresentou documentos que comprovem que a família de Lula fosse dona do apartamento. E uma testemunha que visita o condomínio semanalmente atestou que a família de Lula jamais possuiu a chave do tal triplex e que nunca utilizou o apartamento.

Estranhamente, a TV Globo nunca exibiu esse depoimento. O zelador, que foi candidato pelo PP nas eleições de 2016 com a fama obtida no episódio, não poderia, por esse fato, sequer ser ouvido como testemunha. Ele externou boatos baseados no fato da família de Lula ter investido, entre 2005 e 2009, em uma cota no empreendimento, o que não significa que eles adquiriram uma unidade específica. Lula fez apenas uma visita ao prédio, e Dona Marisa duas, para avaliar o interesse da família em comprar ou não o apartamento.

O zelador também disse nunca ter visto um documento que atestasse a propriedade do apartamento pelo ex-presidente, ou tratado com a família de Lula nenhuma questão referente a unidade, que quando havia qualquer questão referente a unidade, ele fazia contato com funcionária da empresa OAS Empreendimentos, que construiu o prédio e é a proprietária do apartamento. Fato reconhecido inclusive pelo condomínio, que processa a empresa por parcelas atrasadas de taxas condominiais do tal triplex, e pela Justiça de São Paulo, que reconhece nessa ação a OAS Empreendimentos como proprietária do imóvel.

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