Foto: Simone D. McCourtie/Banco Mundial

Muito do que grande parte da população sabe sobre a agricultura na África pode não ser verdade. Uma iniciativa que tem como objetivo atualizar a compreensão atual da agricultura no continente separa mitos de fatos diante das mudanças rápidas de crescimento econômico, preços dos alimentos e o cenário em que a agricultura da África opera. 

Em parceria com o escritório do Banco Mundial para a África e o Banco Africano de Desenvolvimento, a pesquisa 

Agriculture in Africa: Telling Facts from Myths (Agricultura na África: falando de fatos a partir de mitos) utiliza dados recolhidos no âmbito dos Inquéritos de Medição dos Padrões de Vida a partir de seis países africanos que, juntos, representam 40% da população da África Subsaariana. 

De acordo com o Banco Mundial, a pesquisa que inclui mais de 22 mil famílias rurais abrange Etiópia, Malawi, Níger, Nigéria, Tanzânia e Uganda. Os dados contêm informações detalhadas sobre a agricultura e muitas facetas não agrícolas como emprego, renda, consumo, choques, ativos, nutrição.

Desde 2008, todas as casas foram visitadas pelo menos duas vezes, e entre 2015 e 2020, serão visitadas mais duas vezes. 

As respostas deste estudo serão elaboradas em uma nova série de posts sobre a África que serão acompanhados em #africamythsandfacts 

Saiba quais são os pontos pesquisados 

-O uso de insumos modernos permanece baixo

-O uso de insumos é baixo, mas rentável

-Os mercados de trabalho e de capitais permanecem em grande parte incompletos

 -A terra é abundante e os mercados de terra estão pouco desenvolvidos

 -A produtividade do trabalho na agricultura é baixa

 -O setor agroflorestal está ganhando força

 -A agricultura africana está sendo intensificada

 -Mulheres executam a maior parte das tarefas agrícolas da África

  -A juventude está deixando a agricultura

  -A sazonalidade continua a permear meios de subsistência rurais

   -A maioria das famílias rurais é compradora de alimentos

   -As perdas pós-colheita são grandes

   -As secas dominam o ambiente de risco da África

   -Os agricultores africanos estão diversificando sua renda

   -Empresas familiares operam, principalmente em modo de sobrevivência

    -A comercialização agrícola melhora os resultados nutricionais

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