Foto: Ricardo Stuckert

"Se levar café da manhã, almoço e janta para a boca de milhões de brasileiros foi um crime, então quero ser punido por ele", disse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (8), durante plenária do PT na cidade de Franco da Rocha, em São Paulo. "O problema desse país não é o Lula, são os milhões de Lulas que aprenderam a ter consciência. Eu sou o resultado do crescimento da consciência política do povo brasileiro".

O ex-presidente Lula passou o dia em atividades pelas cidades de Franco da Rocha e Jundiaí. Ele se reuniu com sindicalistas, visitou um centro esportivo e encerrou a noite na plenária municipal do PT, onde saiu em defesa do partido e da auto estima do povo brasileiro. 

"Tiradentes ousou organizar o povo pela independência do Brasil. Esquartejaram ele e penduraram em postes para ninguém esquecer. Mataram a carne, mas não as ideias. O PT é imortal. É um conjunto de ideias que eles não vão conseguir destruir. O cerne da questão é que o povo não quer ser mais coadjuvante. O povo passou a ser o sujeito da história", afirmou Lula.

"O pobre, na visão da elite brasileira, nasceu para ser estatística. Nós viemos para dizer que o pobre não é problema e sim a solução quando é inserido no mercado de trabalho", disse o ex-presidente, ao ressaltar que essa defesa é o que mantém o PT como o partido favorito da população. "Os 32 partidos no Brasil, todos juntos, não tem metade dos votos do PT. Nosso partido é como a fenix, ele renasce das cinzas", declarou.

Eleições

O ex-presidente, que sai em viagem por nove estados do Nordeste no próximo dia 17, comentou ainda a possibilidade de voltar a disputar a presidência em 2018. "Se eu não for candidato, eles podem saber que serei cabo eleitoral", encerrou.

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