O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil tem que fazer “um pacto com a verdade”, reforçando a lisura das urnas eletrônicas, alvo recente de ataques infundados. Lula ainda defendeu que o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos ao país aconteceu por motivação política.
Sobre o ataque às urnas eletrônicas, feito em 21 de julho por Flávio Bolsonaro diante de diplomatas, repetindo o pai, Lula deu um exemplo simples: “Se a urna eletrônica permitisse fraude, esse ser humano que te fala não seria presidente da República”, afirmou, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda, apresentado por Rogério Vilela.
“Jamais a elite política brasileira iria deixar um metalúrgico ganhar as eleições. Então, a prova que eu tenho da seriedade da urna eletrônica é essa”, prosseguiu o presidente brasileiro.
Já sobre as taxas de até 32,5% sobre as importações brasileiras para o mercado estadunidense – impostas de forma unilateral, mesmo com os documentos apresentados pelo Brasil mostrando que o país tem déficit comercial com os Estados Unidos -, o presidente reforçou a necessidade de vencer a disputa de narrativas com argumentações técnicas e sérias.
“Esse país tem que fazer um pacto com a verdade. Esse país não pode viver na base da mentira. Foram para os Estados Unidos, trabalhar contra o Brasil. Eu já disse muitas vezes, aqui no Brasil a mentira não vai ganhar”, frisou.
Lula reiterou que o governo dos Estados Unidos tentará interferir nas eleições presidenciais de outubro. Para ele, a diretriz do governo Trump, especialmente do secretário de Estado Marco Rubio, é a de ter máxima influência na América Latina.
“Que vai tentar interferir, vai! Eles querem que a América Latina volte a ser o quintal dos Estados Unidos. Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós vamos ganhar na narrativa. Agora, cada mentira que contarem a respeito do Brasil, nós vamos desmascarar”, enfatizou o presidente brasileiro.


