02 de agosto de 2021

Durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT, foram criados mais de 20 milhões empregos formais no Brasil. O foco na inserção dos mais pobres na economia, na inclusão social e na geração de postos de trabalho permitiu que o país atingisse o pleno emprego em 2014, com uma taxa de desemprego de apenas 4,9%. O governo da destruição de Bolsonaro levou o país ao extremo oposto: no primeiro ano da pandemia, a cada minuto, 6 empregos desaparecem no Brasil.

Com base nos indicadores da Pnad Contínua, entre abril de 2020 e abril de 2021, o levantamento da consultoria IDados indicou redução de 3,3 milhões de postos de trabalho no período. São 377 empregos que desaparecem a cada hora, 6,2 a cada minuto. Realizada pelo IBGE, a Pnad Contínua leva em conta tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal.

Essa situação é decorrente diretamente da política econômica, da falta de investimentos e da precarização do trabalho promovidas por Bolsonaro e Guedes. A falta de incentivos para empreendedores individuais, micro, pequeno e médio empresários durante a pandemia da Covid-19 se casou à política do negacionismo, da ausência de vacinas e da promoção de aglomerações pelo próprio presidente. O resultado são mais de 550 mil mortos pela Covid e um desemprego galopante. O discurso do “ritmo acelerado de criação de empregos” deu lugar à devastação, com o índice de desemprego chegando a 14,6% no trimestre de março a maio de 2021, e um contingente de 33 milhões de brasileiros sem trabalho.

A falta de investimentos públicos, a não utilização dos bancos públicos como indutores da economia e o fim da obrigatoriedade de agregar conteúdo nacional para empresas estrangeiras também são fatores que impulsionam o desemprego. Isso sem contar com o desmonte das estatais promovido por Bolsonaro, com redução de investimentos e de quadro de pessoal, com vistas à privatização.

Nas palavras de Sérgio Nobre, presidente da CUT, em entrevista para o site do PT: “O fim da exigência de conteúdo nacional fez a Ford deixar o Brasil; outras milhares de empresas fecharam, e vão continuar fechando, na indústria, no comércio e nos serviços porque não existe política para o desenvolvimento do país. Enquanto o governo achar que o mercado resolve tudo, vamos conviver com o desemprego”.

Além de fazer empregos desaparecerem, Bolsonaro quer desaparecer com o IBGE. A não realização do Censo Demográfico decenal e as recentes declarações de Paulo Guedes indicam que, para o atual governo, o desemprego se resolve maquiando dados.