28 de agosto de 2018

Em caminhada em São Gonçalo (RJ), na manhã desta terça-feira (28/08), Fernando Haddad, porta-voz do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vice em sua chapa, denunciou os resultados do golpe de 2016 para o estado do Rio de Janeiro. Haddad também falou sobre a importância da determinação da ONU, que assegura o direito de Lula ser candidato.

“O golpe tirou daqui milhares de empregos, por destruir a indústria do petróleo e gás, um dos pontos estratégicos do governo Lula”, afirmou Haddad.  Ele também relembrou os investimentos em educação feitos durante os governos petistas, que resultaram na criação de diversos campi de universidades e institutos federais. “A demanda, quando eu era ministro da Educação, era mão de obra e nós espalhamos universidades federais e escolas técnicas pelo país. Os Institutos Federais são as melhores escolas técnicas, importantes para a qualificação da juventude. Hoje, o trabalhador formado não consegue colocação no mercado de trabalho em sua área de formação”, denunciou Haddad.

Lula é candidato, sim

Fernando Haddad aproveitou a oportunidade para transmitir o recado do presidente Lula ao povo fluminense. “Trago um abraço do presidente Lula, com quem estive ontem. Ele está muito animado com a determinação da ONU. A organização mais importante do mundo determinou que Lula é candidato e deve ter seus direitos políticos preservados”, contou. O ex-ministro da Educação lembrou que o Brasil aprovou no Congresso Nacional o Pacto Internacional de Direitos Humanos e seus protocolos, o que torna obrigatório o cumprimento da determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU pelo estado Brasil. “Me perguntam se a ONU manda no Brasil. Eu respondo que não, a não ser que o Brasil tenha aprovado em seu Congresso um tratado internacional. E é por isso que a ONU deve ser ouvida”.

A expectativa é que a justiça eleitoral acate a determinação do Comitê de Direitos Humanos da Organização, já que aprovou no Congresso Nacional este tratado internacional garantindo que a decisão seja vinculante.