13 de setembro de 2021

Há exatamente 4 anos, em 13 de setembro de 2017, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era submetido a mais um interrogatório pelo então juiz Sérgio Moro. Uma das frases que Lula repetiu em seu depoimento traduz a tônica da perseguição jurídica e midiática a que ele foi submetido: “a desgraça de quem conta a primeira mentira é passar o resto da vida mentindo pra justificar a primeira mentira”. Quatro anos depois, a verdade venceu! Durante todo esse período, Lula foi 19 vezes acusado e 19 vezes inocentado, Moro foi considerado suspeito em decisão histórica do STF e todas decisões e peças relacionadas à sua vara em Curitiba foram consideradas nulas.

Acusações absurdas, falta de preocupação com as provas, comportamento midiático e motivações comprovadamente políticas foram a tônica de mais esse interrogatório. O primeiro interrogatório, relativo ao caso triplex do Guarujá, já havia ocorrido em 10 de maio de 2017, com passagens também insólitas. Vale lembrar que Moro já havia ordenado condução coercitiva de Lula para prestar depoimento à Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, sem qualquer base legal, em março de 2016.

Confira abaixo, em gifs, algumas das principais passagens dos interrogatórios, parte do lawfare de que Lula foi vítima, que resultou em 580 dias de prisão injusta e ilegal.

Lula em depoimento de 13 de setembro de 2017: “Mas eles é que têm que provar, doutor Moro. Eu estou cansado de mentira e nunca há prova…”. Lula ainda afirmou: “o que menos preocupa vocês é a prova”, disse Lula, completando “o Ministério Público contou uma grande mentira e quero ver como vão sair dessa.”

Lula, em depoimento de 13 de setembro de 2017: “a desgraça de quem conta a primeira mentira é passar o resto da vida mentindo para justificar a primeira mentira. E aquele PowerPoint feito dizendo que o PT é uma organização criminosa, que o Lula, por ser a pessoa mais importante, era o chefe, e que, portanto, o governo do Lula foi feito para roubar, sabe, merecia, na verdade, um processo contra quem escreveu aquilo, a bem, a serviço da opinião pública”.

Lula em depoimento a Moro em 10 de maio de 2017: “eu já fui julgado três vezes pelo povo brasileiro, o senhor se lembra como é que foi a campanha de 2006? A campanha de 2006, eu era triturado a cada debate da televisão sobre a corrupção. Eu fui eleito com 62% dos votos. Quando terminou o meu mandato em outubro de 2010, quando a gente elegeu a presidenta Dilma, foi a outra aprovação minha, mas em setembro, doutor Moro, eu alcancei 87% de bom e ótimo nas pesquisas de opinião pública, 10% de regular e apenas 3% de ruim e péssimo, que deve ter sido no gabinete, no comitê dos tucanos. Ou seja, então eu já fui julgado muitas vezes pelos meus gestos administrativos. Eu não posso ser julgado pelo Código de Processo Penal numa coisa que eu fui julgado politicamente dez anos, doze anos depois, ficar respondendo uma coisa que foi transitado e julgado. Então é uma decisão, não é de uma primeira instância, de uma segunda, que vale tanto, mas da Suprema Corte, depois de doze anos”.

Lula em depoimento do dia 10 de maio de 2017: “Então o que eu quero é que se tenha respeito comigo, se eu cometi um crime, prove que eu cometi um crime, apresente à sociedade, e o Lula será punido tanto quanto qualquer cidadão brasileiro que errou e é punido. Um juiz, um presidente, um desembargador, todo mundo é punido, mas pelo amor de Deus, apresentem uma prova, apresentem, chega de disse que me disse. Eu tenho um amigo, é um metalúrgico, se o senhor conhecer ele, vai gostar, porque ele tem a seguinte filosofia, o importante é a principal, o resto é secundário. Então por favor, contra mim vamos utilizar a principal, quer dizer, o Ministério Público tem, sabe, algum documento, mostra, eu comprei o apartamento? Tem alguma escritura, foram em alguma imobiliária lá em Santos, foram em algum lugar? Pelo amor de Deus, mostrem! O meu problema não é os adversários, o meu problema é, tenho um neto de quatro anos, me pergunta, eu tenho um neto de cinco anos, me pergunta, então se vocês não têm respeito pelos meus, eu quero que vocês tenham pelo de vocês, e não vazarem o tanto que vocês vazam para imprensa”.

Lula em depoimento a Moro em 10 de maio de 2017: “Então deixa eu lhe falar uma coisa, doutor, eu espero que essa nação nunca abdique de acreditar na justiça“.

Lula em depoimento a Moro em 10 de maio de 2017: “eu queria só pedir aos meus acusadores que levem em conta que vocês são muito jovens, e que vocês têm muito tempo pela vida, e o Ministério Público, que é uma instituição que ninguém respeita como eu respeito, não foi feito para isso. Acusação tem que ser séria, fundamentada, ela não pode ser especulativa, e eu hoje, a acusação é muito mais feita pelas capas de jornais, pela capa de revista e pela imprensa do que pelos dados concretos das perguntas que vocês me fizeram, sinceramente. Pelas perguntas que vocês me fizeram, o doutor Moro não deveria nem ter recebido essa acusação, mas de qualquer forma eu sou apenas um. Sou um cidadão, estou subordinado à justiça, à lei, e à constituição, e virei aqui, doutor Moro, sem nenhum rancor, todas as vezes que for necessário. Só espero que tenham um respeito por esse país, pelo povo brasileiro e não contem nunca uma mentira a meu respeito”. Ao longo do depoimento, Lula reafirmou sua crença na Justiça – “se eu não acreditasse na Justiça, não faria política”.

Durante todo o tempo em que esteve preso, Lula afirmou que jamais trocaria sua dignidade pela sua liberdade. A inocência de Lula está comprovada, assim como seu papel de melhor presidente da história desse país, enquanto Moro se limitará a uma nota de rodapé nos livros de história do Brasil, como o juiz parcial e suspeito que aprisionou Lula com motivações políticas e deixou a toga para se tornar ministro de um governo genocida, com aspirações eleitorais.

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