A segunda-feira (20), véspera do discurso de Bolsonaro na 76ª Assembleia Geral da ONU, foi marcada por protestos contra Bolsonaro na cidade de Nova York. As ações de denúncia contra a postura genocida do presidente brasileiro alertavam para o perigo da chegada do presidente negacionista e destacavam a agenda antiambiental de Bolsonaro.

Ativistas projetaram imagens ao lado da ponte do Brooklyn denunciando as políticas que levaram à destruição generalizada da Floresta Amazônica, aos ataques sistemáticos aos direitos dos povos indígenas no país, ao manejo inadequado da pandemia e ao enfraquecimento das instituições democráticas no Brasil. Ativistas e aliados brasileiros estão convocando os líderes mundiais e a comunidade global para responsabilizar Bolsonaro pelas múltiplas crises que seu governo causou no país e globalmente.
Os protestos incluíram também pequenos caminhões projetando imagens de Bolsonaro em chamas nos principais pontos turísticos de Nova York, como a Times Square e o Financial District. As imagens traziam legendas como “Bolsonaro mentiroso”, “criminoso do clima” e “perdedor total”.
Start spreading the news… pic.twitter.com/xlFBqLY266
— Antonio Tabet (@antoniotabet) September 21, 2021
A participação de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU tem sido cercada de polêmica desde que o presidente declarou sua condição de não vacinado, o que viola o mandato interno de vacinação de Nova York. Seu desrespeito coloca em risco todos com quem ele entra em contato; de funcionários de hotéis e restaurantes a delegados e funcionários da ONU. Conforme noticiado na imprensa, a equipe de Bolsonaro passou a semana tentando contornar a ordem do prefeito da cidade, Bill De Blasio, tentando fazer acordos para que ele não tivesse que ser vacinado para comparecer.
O Comitê Defend Democracy in Brazil (DDB-NY) está organizando uma série de atos e fez parceria com The Illuminator e Greenpeace USA para projetar as imagens às vésperas da Assembleia. Os protestos de rua estão sendo organizados com grupos de base de ação climática, antifascistas e de brasileiros em Nova York. Vários grupos desta coalizão agora organizam uma manifestação em 21 de setembro na 2ª avenida com a rua 45, enquanto Bolsonaro falará na Assembleia Geral da ONU.
default default default default default default default default default default default Sept 20, 2021 action by Defend Democracy in Brazil Committee and The Illuminator with support from Greenpeace USA to protest Bolsonaro’s visit and speech at the 76th Annual United Nations General Assembly (UNGA). Photos by Ken Schles. Sept 20, 2021 action by Defend Democracy in Brazil Committee and The Illuminator with support from Greenpeace USA to protest Bolsonaro’s visit and speech at the 76th Annual United Nations General Assembly (UNGA). Photos by Ken Schles. Sept 20, 2021 action by Defend Democracy in Brazil Committee and The Illuminator with support from Greenpeace USA to protest Bolsonaro’s visit and speech at the 76th Annual United Nations General Assembly (UNGA). Photos by Ken Schles. Sept 20, 2021 action by Defend Democracy in Brazil Committee and The Illuminator with support from Greenpeace USA to protest Bolsonaro’s visit and speech at the 76th Annual United Nations General Assembly (UNGA). Photos by Ken Schles. Sept 20, 2021 action by Defend Democracy in Brazil Committee and The Illuminator with support from Greenpeace USA to protest Bolsonaro’s visit and speech at the 76th Annual United Nations General Assembly (UNGA). Photos by Ken Schles. Sept 20, 2021 action by Defend Democracy in Brazil Committee and The Illuminator with support from Greenpeace USA to protest Bolsonaro’s visit and speech at the 76th Annual United Nations General Assembly (UNGA). Photos by Ken Schles.
“As ações do Bolsonaro no Brasil são um ataque direto aos direitos humanos, ao meio ambiente e à saúde global. Ao se gabar de sua condição de não vacinado na cidade de Nova York, Bolsonaro mostra seu total desprezo pela vida humana e pelas famílias das vítimas do COVID-19 no Brasil e nos Estados Unidos. As ações de Bolsonaro não devem ficar impunes. Ele mentiu em seus discurso na ONU no passado e o fará novamente. Ele precisa ser envergonhado, se não for coibido pela própria ONU”, disse Natália de Campos, do DDB-NY.