15 de junho de 2022

Nos últimos dias, algumas declarações de Jair Bolsonaro comprovam como ele sempre tenta espalhar desinformação para esconder seus crimes. Quanto mais amedrontado, mais fabrica assuntos para tirar a atenção do que realmente importa. Parte da estratégia é naturalizar as fake news. Nesta quarta (15), o presidente disse, inclusive, que acredita em mentira quem quer.

Primeiro, o Mentiroso da República disse, em entrevista ao SBT, que Moraes não teria “cumprido sua parte” em um suposto acordo feito entre os dois, com a supervisão de Michel Temer (no escândalo da carta do Sete de Setembro de 2021). Dias depois, tentou alimentar a história, supostamente “revelando” a jornalistas no cercadinho do Planalto que o acordo envolveria o fim do Inquérito das Fake News. Como se a Justiça devesse se submeter a acordos escusos não regulamentados e não à busca da verdade.

Vale relembrar: esta apuração leva em conta os ataques, sem provas, feitos por Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral brasileiro. Trata-se de uma oportunidade de enfim desvendar, e punir, o esquema criminoso de desinformação orquestrada em larga escala (pelo gabinete do ódio de Carluxo) que corrói nossa democracia.

Bolsonaro certamente não gostou de saber que Moraes prorrogou outro inquérito contra ele: o que apura a divulgação de informação falsa sobre a vacina contra a covid.

Em entrevista à Leda Nagle, Bolsonaro afirmou: “Se eu contar uma mentira para você agora, você acredita se quiser. Ou, se você não gostar, você nunca mais fala comigo”. O compromisso de Bolsonaro com a verdade simplesmente não existe. Acredita na mentira quem é repetidamente exposto ao esquema criminoso de fake news bolsonaristas e não “quem quer”.

Com a verdade não se brinca. Fake news não são “mentirinhas” inofensivas, como ele alegou ao dizer que não devia haver regulação para o tema. Tentar infantilizar, desdenhar ou tirar de contexto um crime grave como a desinformação sistemática e orquestrada exercida pelo gabinete do ódio é coisa de quem tem culpa no cartório.


Minimizar a divulgação de fake news só confirma que você não se importa com a verdade nem com os princípios cristãos que tanto gosta de alardear. Aqui, não!