30 de agosto de 2016

Os advogados do ex-presidente Lula reiteraram, nesta terça-feira (30), à Procuradoria Geral da República, o pedido de investigação sobre vazamentos indevidos de informações relativas a processos de delação premiada.

Para os advogados, os vazamentos têm o claro objetivo de lançar suspeitas indevidas e difusas sobre terceiros e pode configurar, em tese, crime de abuso de autoridade. 

O pedido anterior foi feito no dia 17 de junho e tinha por base reportagem da Folha de S. Paulo do dia 1º de junho deste ano, intitulada “Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula”.

Em nota, os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira afirmam que Lula e seus familiares foram submetidos a uma devassa nos últimos tempos, com a violação de suas garantias fundamentais, conforme comunicado feito à Comissão de Direitos Humanos da ONU. “Nenhuma prova foi identificada pelas autoridades, porque o ex-Presidente não praticou qualquer ato ilegal antes, durante ou depois do exercício da Presidência da República”.