Alckmin: Brasil terá grande tarefa de derrotar o fascismo

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Representando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ato “Pelo direito de Sonhar”, do 21º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), no começo da tarde deste sábado, 16, o ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice na chapa do ex-presidente, lembrou prioridades de um eventual novo governo Lula e disse que o país tem uma tarefa grande pela frente de derrotar o fascismo.

Alckmin lembrou ataques recentes de bolsonaristas, como o terrível assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, durante festa de 50 anos com tema em homenagem a Lula, disse que eleição é comparação e elencou as diferenças entre o movimento Vamos Juntos pelo Brasil, da chapa Lula-Alckmin, e a proposta do atual governo que concorrerá à reeleição.

“De um lado, o fascistóide; de outro lado, um democrata, que é o presidente Lula. De um lado, um país que não cresce, que saiu do mapa do mundo para entrar no Mapa da Fome, do desemprego. Com o presidente Lula, foram gerados mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada. De um lado, o triste momento da educação; de outro lado, a inclusão, a ampliação das universidades, os novos campi, os Institutos Federais, o Fundeb e a política de cotas”, disse, lembrando ainda os retrocessos saúde e o aumento da devastação da Amazônia.

O ex-governador defendeu o diálogo, disse que essa é a tradição da União da Juventude Socialista e lembrou as prioridades que Lula tem repetido em suas manifestações públicas, como geração de emprego e renda, com oportunidade para todos, combate às desigualdades, crescimento sustentável e políticas públicas eficientes.  “Não adianta você crescer com 50% de inflação. Ela corrói o salário. A inflação é um instrumento pernicioso”.

Durante a cerimônia, da qual participaram também o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e o pré-candidato ao senado, Márcio França, Alckmin transmitiu à juventude socialista o carinho do presidente Lula, que não pode comparecer à cerimônia. “Ontem eu recebi umas dez recomendações do presidente Lula para trazer um abraço e um beijo no coração de cada um de vocês”.

Representantes da UJS agradeceram o ex-governador pelo comprometimento com a volta da democracia e a atitude de ter se juntado a Lula na luta pela reconstrução do Brasil.

Márcio França destacou a necessidade de vitória no primeiro turno e ressaltou a importância do envolvimento da juventude nessa tarefa.  “A juventude do país é incomparável. Quando a gente quer uma coisa, a gente faz acontecer. Nosso gesto aqui é muito mais de vir buscar a energia de vocês, de beber na fonte essa energia para a gente se reanimar porque a política tende a deixar a gente amargo. Quando a gente vem num congresso assim, a gente volta rejuvenescido”, disse.

O pré-candidato Fernando Haddad pontuou em sua fala a importância da participação da UJS na discussão das políticas públicas implementadas pelos governos petistas na área da educação e provocou os presentes a apontarem as prioridades para o setor num eventual novo governo de Lula e dele em São Paulo. “A tarefa é obviamente de reconstruir o Brasil, mas no caso da educação nós podemos e devemos ser mais ousados”, disse, lembrando que a gestão Lula cumpriu em dois mandatos todas as demandas apresentadas pela UNE, quando o governo petista teve início em 2003.

Haddad destacou a importância da presença de Alckmin e França na aliança em torno de Lula e disse que é na hora da crise que se vê quem coloca o interesse nacional acima do interesse pessoal. “É nesse momento que a gente diferencia o estadista daquele político tradicional que está pensando no próprio umbigo”, finalizou.