04 de outubro de 2018

Dois candidatos a deputado pelo PSL, partido de Jair Bolsonaro, destruíram placa em homenagem à vereadora do PSOL Marielle Franco, assassinada a tiros em abril passado. E, orgulhosos do ato, postaram no Facebook a foto em que aparecem sorrindo segurando placa de rua onde se lia o nome da vereadora.

Rodrigo Amorim é candidato a deputado estadual  e  Daniel Silveira (PSL), a deputado federal.

Aliados, amigos e familiares de Marielle tinham colocado a inscrição em uma das esquinas da Praça Floriano, na Cinelândia, onde fica a sede da Câmara Municipal, como forma de homenageá-la. O assassinato brutal da mulher, negra, lésbica e militante socialista, ao lado do motorista Anderson Gomes, chocou o país em 14 de março deste ano. O ex-presidente Lula afirmou que sua morte era uma “atrocidade” e que devíamos  exigir que o governo do Rio de Janeiro e as Forças Armadas prestassem conta à sociedade. Todos os outros presidenciáveis, na época, lamentaram a morte da vereadora, menos Jair Bolsonaro.

No texto do Facebook, Amorim afirma que destruíram e retiram a placa cumprindo “dever cívico”. “Removemos a depredação e restauramos a placa em homenagem ao grande marechal”. Como se não bastasse, Amorim ainda conclui com uma ameaça: “Preparem-se, esquerdopatas: no que depender de nós, seus dias estão contados”.

O deputado estadual Marcelo Freixo, candidato a deputado federal pelo PSOL, pediu ao delegado Fábio Cardoso, da Delegacia de Homicídios, responsável pelas investigações da morte de Marielle, que tome o depoimento de Amorim. “É preciso saber por que ele tem tanto ódio da Marielle”, disse Freixo.

Eles rasgam uma, nós fazemos 100

O site Sensacionalista decidiu fazer uma vaquinha online para arrecadar dinheiro,  produzir placas com o nome de Marielle Franco e espalhá-las pelo Rio de Janeiro.

A meta de arrecadação da campanha “Eles rasgam uma, nós fazemos 100” era de R$ 2 mil. Mas em cerca de 24 horas havia arrecadado  mais R$ 30 mil.