03 de novembro de 2021

Ao receber o Prêmio Coragem Política, da revista francesa Politique Internationale, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará ao lado de três nomes que entraram para a história com ações em defesa da democracia, dos direitos humanos e da integração entre os povos.

A premiação é concedida pela Politique Internationale apenas em ocasiões extraordinárias. Ela é entregue quando o conselho da publicação, uma das principais do mundo na área das relações internacionais, reconhece que alguma personalidade destaca-se globalmente por sua coragem de pensamento e ação na política.

Lula foi escolhido para receber o prêmio este ano por conta de sua atuação contra a desigualdade social e racial durante suas gestões como presidente do Brasil. A revista também aponta a tenacidade do ex-presidente ao enfrentar a perseguição política e judicial, “esforços recompensados com a decisão do Supremo Tribunal Federal de anular as suas condenações”.

Antes dele, o primeiro a receber a premiação foi o ex-presidente do Egito Anwar Al Sadat, em 1981. Ele foi o primeiro líder de um país árabe a visitar Israel, em 1977, num gesto que foi considerado fundamental para selar a paz entre os dois países após a Guerra do Iom Kippur. Sadat recebeu o Nobel da Paz em 1978 por essa postura de diálogo, o que também garantiu o seu reconhecimento pela revista francesa anos depois.

Onze anos depois, em 1992, a revista voltou a entregar o prêmio Coragem Política, desta vez para o então presidente da África do Sul Frederik De Klerk. Ao lado de Nelson Mandela, De Klerk foi responsável por conduzir os acordos e processos políticos que levaram ao fim do regime racista do Apartheid sul-africano.

O prêmio foi entregue novamente só em 2004. Neste ano, a revista reconheceu o papa João Paulo II por sua atividade mundana, não eclesiástica, na defesa dos direitos humanos. Em especial, a revista apontou o trabalho do papa como um líder político que enfrentou ditaduras de diferentes espectros políticos.

Lula receberá o prêmio Coragem Política no dia 17 de novembro, em Paris.