07 de outubro de 2018

“Hoje está na pauta se criaremos o caminho democrático ou do autoritarismo e do fascismo. Candidato que defender violência, ódio e desencontro do país consigo mesmo comprometerá a democracia”. Essas foram as palavras ditas pela presidenta eleita Dilma Rousseff, candidata ao Senado por Minas, em conversa com a imprensa, logo após votar em Belo Horizonte. Segundo as últimas pesquisas Ibope e Datafolha, ela deve ser eleita hoje, pouco mais de dois anos depois de ter sido vítima de um golpe parlamentar.

Acompanhada do governador Fernando Pimentel, candidato à reeleição, e Patrus Ananias, que concorre a deputado federal, entre outras lideranças petistas, Dilma  caminhou pelas ruas da Pampulha, bairro tradicional de Belo Horizonte, e foi recebida com festa por eleitores, que cantaram os jingles da campanha do PT.

Ao entrar na zona eleitoral, Dilma foi abraçada por uma mulher que a chamou de “rainha”. Depois de votar, ela posou para os fotógrafos, fazendo com as mãos o “L” de Lula livre.

“Hoje é um momento muito especial para o país porque estamos reafirmando a democracia no Brasil, que foi tão golpeada, tanto no impeachment quanto no processo de sucessão. Eu acredito que 2018 é a eleição da democracia e, por isso, talvez seja a eleição mais importante dos últimos anos”, afirmou a presidenta eleita. Ela declarou ainda que “qualquer candidatura, de quem quer que seja, que comprometa a democracia, é perigosíssima”, disse.

A respeito de sua vitória certa para o Senado, a presidenta eleita afirmou: “Eu respeito o voto popular. Não acho correto afirmar eleição antes de ser eleita. Vamos esperar o resultado”.