13 de outubro de 2018

Neste sábado (13/10) a máquina de fake news dos apoiadores de Bolsonaro contra Fernando Haddad deixou de lado qualquer limite moral e resolveu acusar Haddad de envolvimento com a pedofilia e até com a questão do incesto. É mentira, é óbvio!

Apesar de não guardarem nenhuma relação com a realidade, as postagens foram replicadas por vários perfis nas redes sociais, gerando centenas de denúncias ao canal da campanha do petista dedicado às fake news. Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, foi uma das pessoas que replicou o ataque à honra de Haddad em relação ao tema do incesto, mesmo após o desmentido feito pelo autor do post original (veja imagem abaixo).

Demonstrando completo escárnio ético e total indiferença face à verdade – e à Justiça Brasileira –, Carlos Bolsonaro fez, inclusive, questão de manter o post em sua página pessoal no Twitter como “Tweet Fixado”, a fim de dar destaque maior e permanente à mentira.

O tema do incesto havia surgido há alguns dias em um post mentiroso de Olavo de Carvalho no Facebook, no qual ele atribuía falsamente a Haddad uma suposta defesa do incesto. Após ter publicado a mentira em seu perfil, Olavo de Carvalho optou por retirar o post do ar – por se tratar de uma mentira.

 

 

As motivações de Carvalho para as postagens e sua alteração posterior são uma questão à parte – que o escritor, provavelmente, terá de responder na Justiça.

A questão que fica é o limite para Carlos Bolsonaro e para os apoiadores do candidato Jair Bolsonaro, que insistem na mentira até depois de ela ser desmentida pelo próprio inventor da mentira original.

Dia da Baixaria
Vale lembrar que, também neste sábado (13/10), utilizando-se de mecanismos completamente toscos – e sujos – de ataque à honra do candidato petista, as fake news falaram de um suposto projeto de lei para relativizar o crime de pedofilia, que seria um projeto do PT e de Haddad. A notícia, já desmentida, fazia referência ao PL 236/2012, que é, nada mais, nada menos, que o Novo Código Penal, de autoria do senador José Sarney (MDB), que está em tramitação no Senado e não legaliza a pedofilia. O mais importante: esse PL não tem NADA a ver com Haddad, nem com o PT.