30 de março de 2022

Jair Bolsonaro não para de mentir. Conta pelo menos 7 informações falsas por dia e não deve parar por aí. Em discurso nesta quarta-feira (30/03) na cidade de Parnamirim (RN), o ex-capitão loroteiro voltou a colocar dúvidas sobre as urnas eletrônicas, o processo eleitoral e o resultado das eleições de 2022 e aproveitou para ameaçar o Judiciário.

Amedrontado com os péssimos resultados de seu (des)governo, Bolsonaro voltou a por e cheque o sistema eleitoral brasileiro. Mesmo depois de o projeto do voto impresso ter sido derrubado no Congresso Nacional, ele disse que os votos das eleições serão contados, sem explicar como. “Podem ter certeza que, por ocasião das eleições de 2022, os votos serão contados no Brasil. Não serão dois ou três que decidirão como serão contados esses votos”, disse, em referência a Luís Roberto Barroso, ex-presidente do TSE; Edson Fachin, o atual; e Alexandre de Moraes, que será presidente nas eleições.

É bom lembrar que Bolsonaro aparece em segundo lugar, atrás do presidente Luís Inácio Lula da Silva, em todas as sondagens eleitorais.

Bolsonarismo golpista

Ainda que sejam vítimas de tantos ataques do bolsonarismo, desde 1996 nenhuma fraude contra as urnas eletrônica foi verificada. Segundo o levantamento Desinformação On-Line e Contestação das Eleições, feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP-FGV), só no Facebook, entre novembro de 2020 e janeiro de 2022, foram 394.370 postagens sobre fraude nas urnas eletrônicas e voto impresso auditável.

Boa parte dessa atividade é promovida por agentes públicos conectados ao bolsonarismo. Suspeita-se, inclusive, que dinheiro público seja gasto na promoção destas fake news.

O maior emissor da mentira que as urnas eletrônicas estão sujeitas à fraude é o próprio Jair Bolsonaro que, por conta de suas falsas denúncias, teve seu nome incluído no inquérito em que o STF investiga as milícias digitais. O ocupante do cargo máximo do Poder Executivo deixa a fome voltar a crescer enquanto se preocupa em desinformar a população em posts nas redes, lives, declarações e pronunciamentos.

Segundo o estudo, 43% das mentiras mais populares sobre o tema entre os anos de 2020 e 2022 são da página de Bolsonaro, que ainda figura entre os perfis que mais têm interações nas publicações com as notícias falsas sobre urnas eletrônicas e voto impresso.

Em 22 de março, o YouTube se comprometeu a tirar do ar vídeos com acusações infundadas sobre fraude nas eleições de 2018. A plataforma também irá remover material que contenha alegações falsas de que as urnas eletrônicas brasileiras tenham sido hackeadas nas eleições presidencial e votos adulterados.

Mais um vídeo para apagar YouTube, fica a dica!