16 de maio de 2022
Imagem: Arte/PT

Com menos dinheiro no bolso por causa da inflação e do desemprego, o trabalhador passa aperto e deixa contas sem pagar. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigente Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que quase 40% dos brasileiros adultos, um universo de mais de 62 milhões de pessoas, tinham contas em atraso no mês passado.

Em abril de 2022, o percentual de negativados – termo técnico para definir quem tem contas em atraso e o chamado “nome sujo” no mercado – cresceu 5,59% com relação ao mesmo mês do ano passado. Mais de 50% das pessoas endividas têm contas em atraso por período entre 90 dias a um ano.

De acordo com o mesmo levantamento, o número de dívidas em atraso no mês de abril aumentou 9,89% em relação ao mesmo período de 2021. A média de dívida por pessoa negativada é de pouco mais de R$ 3500 e mais da metade das dívidas é com bancos.

No texto sobre o levantamento destinado à imprensa, o presidente da CNDL, José César Costa, diz que “o desemprego elevado é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes desafios a serem enfrentados pelo país e isso está ligado diretamente ao retorno do crescimento econômico, que ainda não alavancou. A renda da população foi fortemente afetada pela pandemia, e isso, somado ao aumento da inflação, contribui para a piora da inadimplência”.

No mesmo release, o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior diz que o cenário  cenário econômico do país ainda é muito delicado, por isso, o momento requer muita cautela na hora de decidir como utilizar o dinheiro, a fim de evitar a inadimplência. “O ideal é gastar apenas com o necessário e, se possível, buscar construir uma reserva de emergência para fazer frente a um eventual imprevisto”, diz