12 de setembro de 2018

Recentemente, nosso site divulgou um levantamento mostrando a revolução que os governos do PT realizaram na educação do país. Nos mandatos de Lula e Dilma, por exemplo, foram criadas 18 novas universidades federais e 173 câmpus universitários. Pois bem. Bastou publicarmos a palavra “câmpus” para que uma série de questionamentos plausíveis chegasse à nossa redação.

No dicionário, a palavra campi, plural de campus, é de origem latina e significa “um conjunto universitário que agrupa unidades de ensino e residência”. Segundo a Assessoria de Comunicação do Ministério da Educação (MEC), ela pode ser aportuguesada, aceitando também a palavra “câmpus” para designar o plural do vocábulo “campus”.

A mudança foi adotada pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Educação (MEC) em seu manual de redação, a fim de facilitar o uso da língua materna e incentivar sua valorização, a partir de um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB). Segundo o MEC, esse novo vocábulo adotado por sua assessoria não é obrigatório, tendo em vista que é correto utilizar tanto “câmpus” quanto “campi” para indicar a pluralização do termo.

Levando em conta a autonomia de cada instituição para tomar uma decisão nesse sentido, adotamos a manutenção do vocábulo com acento circunflexo na primeira sílaba e grafado da mesma forma tanto no singular como no plural – modelo adotado, também, por outras instituições – como forma de acompanhar a evolução da língua e facilitar a compreensão de nossos leitores.

Vale destacar ainda que o termo aportuguesado “câmpus” está no mesmo paradigma de outras palavras terminadas em “us”. No plural, câmpus mantém o mesmo modelo de vírus, bônus, cítrus, com marca nos determinantes. Portanto, a adoção da palavra câmpus para uso tanto no singular quanto no plural está conforme com o uso gramatical do português.

Câmpus ou campi, o fato é que os avanços promovidos pelos governos do PT alcançaram números recordes de matrículas nas universidades do país. No total, a população universitária quase triplicou, saltando de 3 milhões, em 2003, para 8 milhões, em 2016. Com Fernando Haddad e Manuela D’Ávila na Presidência da República, o Brasil terá muito mais universidades e câmpus universitários.