28 de agosto de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

“A gente vivia isolado, parecendo bicho. Minha mãe morreu no meio no rio, na balsa furada, uma balsa manual. Eu estava com ela. E até que tirou a água, desamarrou a canoa, quando chegamos do lado de lá, ela tinha morrido. Então, eu sou muito grata a Lula o resto da minha vida, porque eu tenho certeza que a mãe de ninguém mais vai morrer numa balsa furada no meio do rio em Itinga”.

O relato emocionante da moradora da cidade mineira é uma prova de que um bom político não se faz apenas com grandes obras. A construção da ponte de apenas 312 metros de comprimento mudou a vida dos moradores da pequena localidade de pouco mais de 15 mil habitantes, no Norte de Minas. E, por mais que fosse óbvio que ela precisava ser construída, só aconteceu graças a Lula.

Ele conheceu Itinga em 1993, durante a Caravana da Cidadania e, naquela ocasião, percebendo a realidade dos seus moradores, prometeu que, se fosse eleito, construiria a ponte. Em 2004, exatos 14 meses após assumir a presidência da República pela primeira vez, Lula estava de volta a Itinga, desta vez para inaugurar a ponte.

Na época, um político local queria batizar a ponte com o nome de Lula. O ex-presidente sugeriu que fosse dado o nome de um pescador, Britanil Dias Pereira, conhecido como Til Nil, que passou grande parte de sua vida transportando pessoas de um lado para o outro do rio em uma canoa.

A ponte aumentou a extração de granito, que rende royalties para o município, e gerou empregos. Segundo os moradores, ela não significou apenas ganho financeiro, mas também integração social. A chegada da ponte acabou unificando a cidade e permitindo um direito básico que está na Constituição: o de ir e vir.

Por isso, quando o ex-presidente voltou a Itinga, durante o projeto Lula pelo Brasil, no ano passado, foi ovacionado. Uma multidão o esperava para abracá-lo e beijá-lo. O povo sabe o que Lula fez pela população mais pobre do país.