24 de setembro de 2018

Religiosos de diferentes matrizes espirituais lançaram, na última quinta-feira (21/09), em Porto Alegre, um projeto de apoio à candidatura de Fernando Haddad à presidência da República. Denominado de “Comitê Inter-Religioso em Defesa da Democracia e Justiça Social Lula-Haddad-Manuela”, a formação do grupo foi motivada pela necessidade de enfrentamento do discurso fascista de extrema-direita que se apresenta neste processo eleitoral, segundo os organizadores.

Participam do Comitê religiosos católicos, evangélicos, luteranos, budistas, muçulmanos, anglicanos e representantes de religiões de matriz africana. Outros segmentos devem se integrar ao grupo nos próximos dias.

A irmã Michele do Sagrado Coração de Maria, da igreja católica, disse ser a favor da democracia e, por isso, apoia “Lula, Haddad e Manuela para que o país tenha mais justiça social”. Ivonete Carvalho, ativista do movimento negro, considera que o Brasil está vivendo um momento muito delicado, em que a “discriminação, os retrocessos e a violência estão afluindo e sendo incentivados por alguns candidatos dentro do processo eleitoral”.

Na mesma linha, Eliane Almeida, liderança das Comunidades Tradicionais de Terreiro, afirmou que defende a coligação de Fernando Haddad porque “os projetos de cidadania voltados às periferias precisam ser retomados”. O frei franciscano Sérgio Görgen também afirmou que, “para defender a democracia e a justiça social, devemos levar os valores que aprendemos nos evangelhos e assim buscar, com nosso voto, uma nação mais justa”. Para a monja Kokai Sensei, “é preciso que todos estejam unidos para frear posicionamentos excludentes”.

O Comitê Inter-Religioso espera integrar novos membros nos próximos dias. Interessados podem entrar em contato por meio dos telefones/WhatsApp (51) 992019635 ou (51) 998287083.

Carta de evangélicos

Na última sexta-feira (21), evangélicos publicaram uma carta em defesa do Estado laico e contra o uso do nome de Deus em campanhas eleitorais. A mensagem é uma contestação direta à coligação do candidato à presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, que foi registrada com o nome de “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Para os religiosos, o nome de Deus não deve servir para fins políticos.

Leia a carta na íntegra aqui.