30 de setembro de 2018

Durante o debate promovido pela Rede Record neste domingo (30/09), diversos candidatos mencionaram o programa Bolsa Família.  Lula enfrentou preconceitos e resistência para começar, em 2003, uma revolução social que retiraria da miséria mais de 36 milhões de pessoas. Hoje, mesmo seus principais opositores da época são forçados a admitir que são favoráveis ao programa e irão continuá-lo.

O programa, mais conhecido pela transferência de renda, foi determinante para que as famílias pudessem se alimentar, se vestir, comprar medicamentos e material escolar, aliviando a pobreza e aquecendo também a economia local. Segundo dados do IPEA, a cada R$ 1,00 investido no Bolsa Família R$ 1,78 retornou para a economia.

O Bolsa Família é referência mundial em políticas de redução da pobreza e inclusão produtiva, e já motivou visita de mais de 340 missões internacionais de 92 países a fim de conhecer as experiências brasileiras de combate à pobreza para nos ajudar a qualificar as políticas sociais pelo mundo.

O programa foi citado como bom exemplo de política pública na área de assistência social no Relatório sobre Erradicação da Pobreza do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para o Conselho Econômico Social (Ecosoc, na sigla em inglês). O Ecosoc é uma plataforma da ONU para reflexão, debate e pensamento inovador sobre o desenvolvimento sustentável.

Outro importante reconhecimento internacional veio em 2013, com o Award for Outstanding Achievement in Social Security, concedido ao Bolsa Família pela Associação Internacional de Seguridade Social. Considerado o Nobel da Seguridade Social, o prêmio é concedido a cada três anos, depois de uma série de pesquisas in loco.

Além do reconhecimento pelos resultados na redução da pobreza e melhoria das condições sociais de brasileiros, o relatório cita o Bolsa Família como referência de política “acessível” em termos econômicos para países em desenvolvimento. Segundo o documento, com cerca de 0,5% do seu PIB (Produto Interno Bruto), outros países podem adotar políticas similares ao programa brasileiro.

A eficiência do Bolsa Família foi atestada também pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). “Destaco o programa Bolsa Família no Brasil, que conseguiu interromper a transmissão da pobreza de geração para geração e agora serve como modelo para o resto do mundo”, declarou a presidente do FMI, Christine Lagarde.

O Banco Mundial escolheu o Brasil para sediar uma das experiências de plataformas virtuais de conhecimento promovidas pelo organismo, a Brazil Learning Initiative for a World Without Poverty (Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza). A plataforma elabora documentos e produz material multimídia sobre os instrumentos inovadores de gestão de diversos programas e ferramentas sociais, e possibilita o compartilhamento, com o resto do mundo, de lições extraídas da experiência do Brasil.

Em 2016, eram 13.892.145 famílias atendidas , com valor médio mensal de R$ 161,14.