Em coletiva nesta segunda-feira (9), o advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin, afirmou que o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, atuou "sem jurisdição", e que não poderia ter agido "estrategicamente para impedir a soltura" do ex-presidente. 

Depois da decisão do desembargador Rogério Favreto, que concedeu liberdade a Lula em habeas corpus neste domingo (8), Moro, interrompeu suas férias em Portugal para interferir ilegalmente contra Lula, ligando para a Polícia Federal e ordenando o descumprimento de ordem judicial, o habeas corpus concedido pelo desembargador Rogério Favreto.

“Quando você tem um juiz de primeira instância e que está em férias e que não tem mais jurisdição sobre o caso atuando para impedir o cumprimento de uma decisão proferida por um tribunal superior, que restabelecia a liberdade do ex-presidente Lula é muito preocupante e é incompatível com o devido processo legal”, afirmou Zanin.

Para a defesa do ex-presidente Lula, o fato reforça a perseguição de Moro ao ex-presidente. “Lula não teve direito a um julgamento justo, imparcial e independente. Ele foi julgado por alguém que se mostra interessado inclusive em manter o ex-presidente  preso a despeito dele não ter praticado qualquer crime”, alegou Zanin.

 

Veja também

Moro alega "falta de tempo" para julgar PSDB mas interrompe férias para interferir ilegalmente contra Lula
11 governadores denunciam parcialidade e perseguição de Moro contra Lula

Voltar para o topo