27 de abril de 2022

Políticos bolsonaristas eleitos pelo sistema eletrônico de votação intensificaram, nos últimos dias, os ataques ao sistema eleitoral brasileiro. No último final de semana, a deputada federal Bia Kicis, conhecida por ocupar o topo da lista dos disseminadores de mentiras sobre as urnas eletrônicas, atacou o ministro do STF e do TSE Luís Roberto Barroso, com fake news sobre processo eleitoral.

Em seminário na Alemanha, Barroso afirmou que as Forças Armadas estão sendo orientadas a atacar e desacreditar o processo eleitoral no país. O ministro classificou os ataques como “infundados e fraudulentos”. Em resposta, a deputada utilizou sua conta no Twitter para espalhar desinformação. Kicis disse que, após convite do TSE, as Forças Armadas teriam apontado uma série de vulnerabilidades no processo eleitoral.

Essa afirmação já foi desmentida em fevereiro pelo próprio TSE, após o presidente da República Jair Bolsonaro dizer, em uma de suas lives mentirosas no Youtube, que o Exército teria encontrado falhas nas urnas eletrônicas. Em nota, a Corte Eleitoral disse que “as declarações não correspondem aos fatos nem fazem qualquer sentido. Não houve, por parte do das Forças Armadas, qualquer comentário ou juízo de valor sobre segurança ou vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação, mas apenas pedidos de informações, perguntas de natureza técnica.

Nessa segunda (25), o TSE apresentou um plano de ação que reúne medidas sugeridas por uma série de instituições convidadas a participar da Comissão de Transparência das Eleições, entre elas as Forças Armadas, para aprimorar a segurança e a transparência do sistema de votação e deixar as eleições ainda mais seguras.

Forças Armadas sobem o tom

A respeito da fala do ministro Barroso, o Ministério da Defesa divulgou nota em que qualifica como irresponsável afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu.

Em tom ameaçador, o general da reserva e ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, disse que “as tropas estão vigilantes”. As declarações acirraram a tensão entre o TSE e as Forças Armadas.

Desinformação em massa

O estudo Desinformação On-Line e Contestação das Eleições, feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP-FGV) mostra o aumento dos ataques incessantes de fake news contra o sistema eleitoral brasileiro nas redes sociais. Promovido pelo gabinete do ódio e suas milícias digitais, a ofensiva se intensifica na medida em que avança a corrida eleitoral.

Só no Facebook, entre novembro de 2020 e janeiro de 2022, foram 394.370 postagens sobre fraude nas urnas eletrônicas e voto impresso auditável. Ou seja, ao longo de 15 meses, os bolsonaristas postaram cerca de 888 posts por dia só sobre esse tema, o que equivale a mais de 1 post por minuto.

Das doze contas que concentram maior volume de interações nas postagens no Facebook sobre fraude nas urnas e voto impresso, a maior parte são representantes eleitos, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, porta-voz da causa. Segundo o estudo, 43% das mentiras mais populares sobre o tema entre os anos de 2020 e 2022 são da página do presidente, que ainda figura entre os perfis que mais têm interações nas publicações com as notícias falsas sobre urnas eletrônicas e voto impresso.

Entre as 20 primeiras mensagens postagens pró-fraude mais populares (com mais interações), 13 (32,5%) são da página de Jair Bolsonaro, atraindo 3.227.981 interações. Por conta de suas falsas denúncias, teve seu nome incluído no inquérito em que o STF investiga as milícias digitais.

Bia Kicis desponta em terceiro lugar na lista de maiores disseminadores de mentiras, ficando atrás apenas dos também deputados federais Carla Zambelli e Filipe Barros. Ela, que foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, divulgou 256 mensagens que tiveram 6.855.975 interações.

Declarações que colocam em xeque a lisura do processo eleitoral e do sistema eletrônico de votação representam ataques diretos à própria democracia e, quando essa campanha deletéria é encabeçada por figuras políticas públicas, eleitas pelo mesmo sistema que contestam, é ainda mais preocupante. A apenas seis meses do primeiro turno das Eleições 2022, para a segurança do pleito, Judiciário e plataformas precisam apertar o cerco contra a quadrilha que forja e manipula informações.

Seja um Agente da Verdade!

As últimas eleições nacionais, em 2018, foram marcadas por uma avalanche de mentiras e informações falsas. Estudo da organização Avaaz, feito em 2020, apontou que 98,21% dos eleitores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foram expostos a uma ou mais notícias falsas durante a eleição, e 89,77% acreditaram que os fatos eram verdade.

As mentiras foram além das eleições e contaminaram as políticas públicas. Ao longo de 2021, o presidente Jair Bolsonaro mentiu oficialmente 7 vezes ao dia (em um impressionante total de 2.516 mentiras no ano), e segue espalhando fake news. Por isso, nunca foi tão importante se vacinar contra as mentiras, para a saúde do corpo e da nossa democracia.

Verdade na Rede concentra as vacinas já produzidas para o vírus bolsonarista da mentira. Você que já tomou a primeira, a segunda e a terceira doses da vacina contra o coronavírus: é hora de se imunizar contra as fake news na internet. Busque vacinas e imunize seus familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, de igreja e quem vier espalhar mais uma lorota das milícias digitais.

O caminho para a verdade é simples e conta com o apoio da nossa equipe. Os passos são os seguintes:

1 – Viu uma mentira?

Não a divulgue, nem para seus amigos mais próximos. Qualquer tipo de postagem, mesmo que em tom de crítica ou denúncia, ajuda a divulgar ainda mais o conteúdo. Não caia na armadilha bolsonarista. Respire fundo, entre em https://lula.com.br/verdadenarede e busque uma vacina para as fake news que não param de pingar nos seus grupos de zap.

É só ir no campo de busca e digitar uma palavra marcante da notícia falsa.

O nosso site reúne o material das agências de checagem e conteúdo próprio. É preciso desmontar os argumentos falsos e as narrativas fantasiosas do bolsonarismo. Ao responder à mentira, encaminhe uma das vacinas, aproveite e já envie algumas das realizações dos governos do PT para gerar um debate produtivo e sem briga.

2 – Não encontrou uma vacina?

Denuncie a fake news com a qual você se deparou. Você pode fazer isso em nosso site, clicando no botão vermelho DENUNCIE AQUI. Produziremos novas vacinas a partir das novas cepas do bolsovírus. Além disso, nosso time jurídico irá avaliar a sua denúncia e, se for necessário entraremos em contato para maiores informações.

3 – Como seguir se informando?

É só se cadastrar em um dos nossos grupos de WhatsApp. Eles estão na página inicial do Verdade na Rede. Estaremos sempre de olho. Procurando as mentiras que circulam nas redes e em grupos de WhatsApp e Telegram e trazendo a verdade.

Além disso, os grupos também serão espaço para trocar informações e técnicas para eliminar as fake news. Seja um agente da verdade!