08 de agosto de 2018

No dia 10 de agosto, trabalhadores darão um basta à perseguição ao ex-presidente Lula. Para essa data, batizada de “Dia do Basta”, as centrais sindicais estão organizando uma série de paralisações e atos por todo o país, que também vão exigir um basta no desemprego, no aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis, na retirada de direitos da classe trabalhadora e nas privatizações.

Para a CUT, a saída da crise em que o país se encontra pós-golpe 2016 é “a liberdade e direito de Lula concorrer às eleições como candidato à Presidência, com o compromisso de revogar as medidas nefastas do governo golpista e convocar Assembleia Constituinte para fazer as reformas necessárias ao fortalecimento da democracia, à retomada do crescimento, à geração de emprego de qualidade e à promoção de um novo ciclo de desenvolvimento sustentável.”

Vale lembrar que a taxa de desocupação praticamente dobrou desde o final de 2014. O país possuía 6,5 milhões de desocupados no final de 2014 e registrou, em junho de 2018, 12.9 milhões de desocupados (taxa de desocupação de 12,4%).

Isso sem falar na terceirização irrestrita e na reforma trabalhista aprovadas durante o governo Temer que têm como objetivo retirar direitos históricos da classe trabalhadora e precarizar o trabalho, além de fragilizar os sindicatos e dificultar o acesso à Justiça do Trabalho.

Por isso, entre as diretrizes para o próximo governo Lula, a revogação da reforma trabalhista é uma das mais importantes e urgentes.

“A luta por Lula livre e pelo direito de ser candidato a presidente coloca no centro do debate as eleições de 2018 e o que queremos para o Brasil no futuro”, afirma a CUT em documento.

Durante a convenção que oficializou a candidatura de Lula no sábado (4/8), Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP), afirmou que o Dia do Basta será uma importante batalha antes do registro da candidatura de Lula.

Já Vagner Freitas, presidente da CUT, falou que a elite que construiu o golpe tenta impedir que Lula seja candidato. “Sabem que Lula é o único que tem condição de revogar a reforma trabalhista, de manter a Petrobrás e outras empresas públicas, de tributar a riqueza e não o trabalho”.