22 de setembro de 2018

O Dia Mundial sem Carro é uma data para lembrar as conquistas na área de mobilidade urbana criadas nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta eleita Dilma Rousseff. Celebrado mundialmente em 22 de setembro, o dia tem o objetivo de estimular a reflexão sobre o uso excessivo de automóveis nas grandes cidades, cada vez mais sufocadas pelo trânsito.

Os governos Lula inovaram ao integrar as políticas de transporte às de trânsito, dando ênfase as ações voltadas aos meios coletivos e aos não-motorizados. O marco regulatório foi aprimorado com a Política Nacional de Mobilidade Urbana e a elaboração de Planos Diretores de Transporte e Mobilidade Urbana, apoiando as áreas metropolitanas.

O Pacto da Mobilidade, lançado em 2013, disponibilizou R$ 50 bilhões adicionais, no âmbito do PAC 2, para ações de mobilidade em mais de 50 municípios. Os empreendimentos receberam investimentos federais na construção de metrôs, aeromóveis, trens urbanos, VLTs, BRTs e corredores de ônibus, somando mais de 3,9 mil quilômetros em obras de transporte coletivo em diversas cidades do Brasil, como Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.

São Paulo

Na cidade de São Paulo, a gestão do candidato à presidência Fernando Haddad (PT) como prefeito colocou a segurança dos pedestres e os transportes coletivos e sustentáveis em primeiro lugar e humanizou a maior capital do país. Neste dia Mundial sem Carro, as pessoas podem utilizar os 413 quilômetros de ciclovias (317 km construídos na gestão do petista), os 506 quilômetros de faixas exclusivas (416 km implantados por Haddad) e os corredores de ônibus que se espalham pela cidade.

Com a redução da velocidade limite nas marginais, os acidentes fatais caíram 52% entre outubro de 2015 e outubro de 2016. A Marginal Tietê registrou o recorde de 19 meses sem nenhuma morte por atropelamento. As faixas exclusivas de ônibus reduziram o tempo médio de viagem diário das pessoas, beneficiando especialmente quem mora nas periferias. Visando baratear o custo do transporte para os trabalhadores e trabalhadoras que dependem exclusivamente dos ônibus, trens e metrôs, a gestão Haddad ampliou e melhorou o serviço do Bilhete Único, criando o Bilhete diário, semanal e mensal.

Atendendo a antiga demanda da população paulistana, Haddad ampliou os serviços de ônibus noturno. Foram criadas 50 linhas para atender as rotas do Metrô e 101 linhas locais servindo os bairros da meia-noite às quatro da madrugada, com cerca de 160 locais de conexão. Além disso, passou a ser lei a permissão para que mulheres e idosos pudessem descer fora das paradas normais após as 22h.

O Passe Livre para estudantes foi outra conquista do governo Haddad. O estudante de escola pública, universidade pública ou beneficiário de programas de incentivo à educação, como Fies e Prouni, passou a ter a passagem integralmente custeada pela Prefeitura. Esse benefício aproxima o estudante também dos Clubes da Comunidade (CDCs), museus, parques e outros aparelhos públicos de estímulo à educação e ao lazer.

O Plano Diretor da cidade de São Paulo, desenvolvido e promulgado na gestão comandada por Haddad, foi premiado no concurso da ONU-Habitat de melhores práticas urbanas. Segundo a ONU-Habitat, o plano foi contemplado por seu propósito de “tornar a cidade mais humana, moderna e equilibrada, através do emprego e da moradia, para enfrentar as desigualdades socioterritoriais”. A ONU ainda destaca que o plano defende um projeto “democrático de cidade, inclusivo, ambientalmente responsável, produtivo e, sobretudo, de melhora de qualidade de vida”.