25 de setembro de 2018

O candidato à presidência da República pela coligação “O Povo Feliz de Novo”, Fernando Haddad, concedeu, na tarde desta terça-feira (25/09), entrevista a jornalistas em Campinas, no interior de São Paulo, antes de participar de caminhada e de ato político em frente à catedral metropolitana da cidade. Durante o encontro, Haddad disse que seu governo fará uma simplificação tributária para reduzir os impostos no país.

“Nós temos uma proposta de reforma tributária que reduz drasticamente o número de impostos, sem aumentar a carga tributária, porque o povo não aguenta pagar mais imposto. Muita gente no Brasil, sobretudo de alta renda, não está pagando imposto e os pobres são os que mais estão pagando. Nós vamos cobrar mais de quem pode pagar um pouco mais e cobrar menos de quem não está chegando no final do mês com a renda disponível”, explicou.

Questionado sobre o resultado da última pesquisa Ibope, que trouxe seu nome em segundo lugar no levantamento, com 22% das intenções de voto, Haddad reiterou que a estratégia de sua campanha é não trabalhar com hipóteses.

“Pode não parecer, mas 10 dias no momento atual é muito tempo. Nós vamos manter o curso da nossa campanha. A nossa campanha é sempre propositiva, sem ataques, nem pessoais, nem partidários. Estamos recebendo ataques fortes por parte de outros candidatos, mas nós não vamos revidar, porque o Brasil está precisando de outra coisa. Nós vamos trabalhar até o dia 7 para ampliar a nossa margem, ampliar os nossos votos”, afirmou.

O candidato do PT à presidência da República também falou sobre os riscos à democracia no país. “Nós governamos 12 anos em um período de normalidade democrática. Quem rompeu o período democrático no Brasil, isso eles mesmos admitem hoje, foi o PSDB. Um ex-presidente do PSDB reconheceu que rompeu o pacto com a democracia em 2014. Então, quem tem que se explicar em relação a isso não somos nós. Nós sempre respeitamos o resultado eleitoral”, concluiu.