18 de março de 2022
Fotos: Ricardo Stuckert

A filiação do ex-governador do Paraná Roberto Requião ao PT, na noite de hoje, 18 de março, aconteceu em clima de festa, no pavilhão da Expo Unimed, em Curitiba, em auditório lotado, com mais de 3000 pessoas de diferentes partes do Brasil.

Petistas de todo o país, como o governador Wellington Dias (PI) e o senador Jaques Wagner (BA), se juntaram ao ex-presidente Lula e à presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, para prestigiar a assinatura da ficha de filiação e dar boas-vindas ao ex-governador paranaense.

Aos 81 anos e depois de três mandatos como chefe do executivo do Paraná pelo MDB, Requião, que também foi senador entre 1995 e 2002, chega ao Partido dos Trabalhadores, a convite de Lula e Gleisi, e se coloca novamente como candidato a governador para trabalhar pela reconstrução do Brasil e do Paraná e pela retomada da democracia no país.

O senador, que trouxe o filho Requião Júnior, e os sindicalistas Nelsão e Sérgio Butka para se filiarem junto com ele, disse que chega ao PT renovando votos e reafirmando sua fidelidade com o Brasil e o povo brasileiro.

Ele destacou que, se lá trás se filiou ao MDB com o objetivo de lutar pela democracia, chega ao PT com foco na libertação do país. “Libertação de um governo que aniquila vorazmente a soberania nacional e suprime os direitos dos trabalhadores. Espero que mais brasileiros tomem a mesma posição, a mesma direção”, disse, ressaltando que o Brasil vive dias sombrios e ameaçadores.

“A tarefa de reconstrução do país é infinitamente maior do que as nossas diferenças. Acredito, firmemente, crença que se fortalece todo dia, que o Lula, com programa de governo radicalmente comprometido com as classes populares, terá sucesso, uma vitória retumbante que colocará o país novamente no caminho do desenvolvimento, da restituição dos direitos usurpados e da recuperação da soberania nacional”. 

O ex-governador disse, ainda, que acredita em Lula porque sabe que o ex-presidente sabe fazer. “Nenhum outro dos que se apresentam nessa corrida presidencial tem experiência, capacidade de realizar e o apetite e a vontade ou, como ele mesmo diz, o tesão de fazer como ele.  Nenhum outro tem essa identidade carnal, orgânica com as dores e alegrias do povo brasileiro”, disse o novo petista.

Em seu discurso, o ex-presidente reafirmou apreço por Requião e o agradeceu por ter aceitado o desafio de filiar ao PT e disputar novamente o governo do Paraná. “Tenho certeza de que você vai conviver com o pessoal do PT e vai chegar à conclusão de que o PT é o mais extraordinário partido de esquerda da América Latina. Não tem nada similar”, disse ressaltando a particularidade do partido de saber conviver na divergência, sendo um partido que tem muita diversidade.

Lula pontuou que a tarefa de reconstruir o Brasil não será fácil. “Eles têm a máquina, mas nós temos a verdade estampada das coisas que fizemos no Paraná e no Brasil. Você tem legado, você tem história. Nós temos história”. O ex-presidente fez um relato emocionado da experiência de votar a Curitiba depois de ficar 580 dias preso injustamente na cidade.

“Hoje eu vivi talvez o dia mais emocionante da minha vida porque, depois que eu saí da PF, é a primeira vez que eu volto a Curitiba e hoje eu fui encontrar com algumas centenas de companheiros que fizeram a Vigília durantes os 580 dias. Eu nunca aceitei a ideia de que o Paraná é um estado conservador, nunca aceitei a ideia de que o Paraná é um estado antipetista. Eu já tive vitórias memoráveis aqui no Paraná, acompanhei a vitória do primeiro prefeito esquerdista do Paraná, o Requião. O estado que tem a coragem de eleger um companheiro como o Requião, um estado que tem a coragem de eleger uma mulher como a Gleisi não pode ser chamado de conservador”.

Gleisi ressaltou a relação profissional e de amizade com Requião e disse que o desafio que virá pela frente é grande. “Mais do que representar um partido como candidato a governador e o Lula como presidente, temos que fazer grande movimento em defesa da democracia, da soberania e dos direitos do povo. É esse movimento que vai ser capaz de vencer as eleições”.

Também estiveram presentes na cerimônia de filiação o presidente estadual do PT do Paraná, Arilson Chiorato, os senadores Paulo Rocha e Rogério Carvalho, os deputados Zeca Dirceu e Ênio Verri, o presidente nacional da Força Sindical, Miguel Torres, o coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues, os ex-senadores Lindbergh Farias e Ideli Salvatti, além de deputados estaduais e outras lideranças do PT do Paraná.