18 de setembro de 2018

O candidato à presidência pela coligação “O povo feliz de novo”, Fernando Haddad, esteve em Itajaí (SC), na tarde desta terça-feira (18/9), onde se reuniu com agentes da indústria da pesca e com o candidato ao governo de Santa Catarina, Décio Lima. Haddad ouviu as demandas das várias modalidades do setor e firmou um compromisso de estabelecer uma agenda de trabalho que atenda às reivindicações da área, a partir de janeiro de 2019.

“Nosso governo tem muito carinho pelo setor, tanto que foi quem criou o Ministério da Pesca. Eu, pessoalmente, fui provocado a ajudar a pesca e abrimos aqui, em Itajaí, o Instituto Federal voltado para formar profissionais para a indústria da pesca. A costa inteira do Brasil recebeu cursos voltados para dinamização do setor, que gera emprego e oportunidades”, afirmou Haddad.

Para o ex-ministro, podemos nos beneficiar da costa do país e da pesca industrial de maneira sustentável, sempre com base em estudos técnicos. “Meu compromisso é analisar toda a demanda do setor, e podem ter certeza que vamos assumir pessoalmente a condução e todas as medidas para fomentar e reorganizar o setor serão tomadas. Vou ler as demandas e, a partir de janeiro do ano que vem, estabelecer uma agenda de trabalho para a pesca”, disse ele, antes de assinar um documento com as reivindicações do setor pesqueiro. Haddad ressaltou ainda que a pesca tem altíssimo potencial para gerar emprego e renda, além de ser uma indústria que interessa ao país, porque pode produzir alimentos saudáveis de forma sustentável.

O candidato falou também sobre seus planos para a reforma da Previdência. “Nosso foco inicial são os regimes próprios de aposentadoria, que são os regimes dos estados, municípios e da União. Esse contingente de pessoas apresenta uma boa parte do problema. E muitos governadores não conseguem pagar a folha de pagamento em dia. A demanda de prefeitos e governadores é que a gente enderece a Reforma da Previdência, inicialmente, para os regimes próprios, abrindo discussão com servidores sobre idade mínima, alíquota de contribuição, dentre outros benefícios, pra só depois seguir uma agenda de outras unidades de custo”, explicou

Haddad disse que também vai fazer a Reforma Tributária, aumentando os impostos dos muito ricos para que a classe média e pobre pague menos. O ex-ministro fará também a Reforma Bancária para diminuir os juros. “Sem juros baixos, ninguém vai empreender no Brasil. Como é que vai comprar uma embarcação ou uma rede com juros altos?”, perguntou ele, que falou ainda sobre a Reforma Fiscal. “Com essas três reformas, a economia vai voltar a crescer naturalmente, como cresceu durante o governo Lula. Crescemos 4%, em média, em dez anos. Precisamos nos dedicar a ter uma agenda que não penalize os mais pobres, como tem feito o atual governo. Toda conta ele joga no pobre do trabalhador. Não é assim que se faz”.