24 de setembro de 2018

Ex-secretário-geral da Anistia Internacional, o senegalês Pierre Sané, defendeu um prêmio Nobel da Paz para Lula, por seus feitos no combate à fome, na distribuição de riqueza e em dar ao povo acesso a bens básicos. Sané disse ainda que, para o povo africano, Lula é como Mandela. “Ele promoveu uma política externa voltada para a África, reforçando os laços do Brasil com os países que compõem o continente, com base em uma cooperação de igual para igual, principalmente na luta contra a fome e a pobreza”, afirmou o ex-secretário à TV 247.

Ele relembrou ainda que Lula visitou a ilha de Goré, local que simboliza o tráfico de escravos. “Em nome do Brasil, ele pediu perdão à África, por conta da escravidão, reconhecendo a responsabilidade de seu país”.

O ex-secretário-geral da Anistia Internacional acredita que Lula está preso para não participar das eleições. Para ele, o fato de o governo brasileiro não ter acatado a determinação da ONU de permitir a candidatura do ex-presidente faz o país perder prestígio, reputação e credibilidade junto à comunidade internacional. Em sua visita ao Brasil, Sané destacou que Lula é símbolo da democracia para o mundo.