02 de outubro de 2018

O candidato Fernando Haddad participou de caminhada em Campo Grande, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (02/10), e falou ao povo sobre as propostas do plano de governo para as áreas de economia, segurança, saúde e educação. “Precisamos interromper as reformas do Temer apoiadas por três candidatos (Geraldo Alckmin, Jair Bolsonaro e Marina Silva), que visam cortar os direitos trabalhistas com a reforma e o aumento do Imposto de Renda dos mais pobres, com uma alíquota única para todo mundo”.

Haddad disse que tem candidato que quer aumentar os impostos dos mais pobres. “Na prática, isso significa que quanto menos dinheiro tiver no bolso, menos o povo vai comprar, e o empreendedor ou microempresário será afetado, porque terá menos gente comprando”. Para Haddad, o que acontece na economia hoje é um ciclo vicioso e quanto mais se corta o direito do povo, mais o consumo irá cair. Como consequência, não haverá investimento e, por isso, não haverá emprego.

Na área de segurança, Haddad mencionou que o tema hoje é estadual e os estados não estão dando conta de suprir essa demanda. No entanto, o que tem que ser feito é diferente do que acontece hoje no Rio de Janeiro. “Nós temos que ter mais polícia civil e federal no Rio de Janeiro. A polícia federal vai vir para cá com a inteligência que tem para combater o crime organizado que se formou aqui”.

Haddad explicou que irá federalizar a investigação de alguns crimes para que as polícias militar e civil possam fazer o seu trabalho no combate ao homicídio, ao feminicídio, ao roubo e ao estupro.

Sobre a saúde, o candidato afirmou que a atenção básica melhorou, mas que ainda há muito a se fazer em relação aos tratamentos de média complexidade. “Nós vamos estender o Mais Médicos, a formação multiprofissional, para a saúde melhorar, sobretudo de especialidade. O povo pede mais atenção na especialidade”.

Em educação, Haddad lembrou que, quando foi ministro de Lula, ajudou a incluir o negro, o pobre e o filho do trabalhador nas universidades. Em seu governo, o ex-ministro irá atuar fortemente no Rio de Janeiro, uma vez que o ensino médio estadual não vai bem por lá. “Nós vamos adotar o ensino médio estadual para todo jovem brasileiro promover um desempenho adequado no Enem, poder fazer uma universidade ou ir para o mercado de trabalho, que nós vamos aquecer gerando emprego”.