04 de fevereiro de 2022

O ex-delegado e ex-deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR) não consegue parar de mentir. Mesmo depois de ter seu mandato de deputado estadual cassado, ele continua a rotear fake news pelas redes sociais que ainda autorizam a sua presença.

Em 28 de outubro de 2021, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou seu mandato e tornou inelegível o deputado estadual eleito pelo Paraná, em 2018, por divulgar notícias falsas contra o sistema eletrônico de votação.

Francischini foi alvo de investigação após mentir em uma live em suas redes sociais, no dia do primeiro turno das eleições de 2018, que as urnas eletrônicas tinham sido adulteradas para impedir a eleição do presidente Jair Bolsonaro. Como todo criador de boatos, ele não apresentou nem uma prova sequer.

O TSE considerou que a conduta de propagar desinformação configurava uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político.

O ministro corregedor-geral Luis Felipe Salomão, do TSE, votou pela cassação do diploma do deputado e levantou a gravidade das mentiras do então parlamentar: “Para se ter uma ideia, estamos falando de mais de 6 milhões de visualizações dessa propaganda, com 400 mil compartilhamentos”, ressaltou o ministro.

Outras mentiras

Antes disso, ele foi um dos coordenadores da campanha do então deputado Jair Bolsonaro e foi acusado de financiar uma rede de sites apontados como veículos que propagam fake news. O dinheiro vinha do seu gabinete na Câmara Federal, onde ele atuava como parlamentar à época.

É lógico que Francischini também é dos que espalham informações falsas sobre a efetividade das vacinas e das políticas de distanciamento social. Além disso, publica diuturnamente mentiras e desinformação duvidando da inocência do presidente Lula, mesmo depois de todas as decisões confirmarem a inocência do petista e a perseguição ilegal da Operação Lava-Jato.

Para o ex-parlamentar, o importante é mentir e, de preferência conquistar mais seguidores enganados pelas fake news que propaga. O quanto isso melhora a vida dos paranaenses? Para Francischini, parece que pouco importa.