18 de outubro de 2018

A cada dia que passa, os riscos à democracia representados por Jair Bolsonaro (PSL) ficam mais evidentes. Ele e sua turma não cansam de desrespeitar a Constituição. Esta semana um general eleito deputado pelo PSL fez verdadeiro ataque à Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.

O general Eliéser Girão Monteiro Filho, deputado federal eleito pelo PSL no Rio Grande do Norte, defendeu, em sua conta no Twitter, o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) responsáveis pela libertação de políticos acusados de corrupção, como o ex-deputado José Dirceu (PT) e os ex-governadores do Paraná, Beto Richa (PSDB), e de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo ele, “o impeachment de vários ministros” se insere em um “plano de moralização das instituições da República”. “Não tem negociação com quem se vendeu para o mecanismo”, escreveu no Twitter. “Destituição e prisão”, completou.

Ao ser questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o general ratificou o que disse: “É isso. O Senado tem de cumprir o papel dele”. O impeachment de ministros do Supremo deve ser votado pelo Senado e aprovado por dois terços da Casa. Ele é possível em caso de crime de responsabilidade, como proferir julgamento quando suspeito na causa ou exercer atividade político-partidária.

Girão é um dos dois generais eleitos para a Câmara pelo PSL de Jair Bolsonaro. Teve 86 mil votos no Rio Grande do Norte.