17 de novembro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

Um ser humano não consegue passar mais de quatro dias sem água, morre. Em boa parte do Brasil o drama vivido por milhões de brasileiros e brasileiras era esse. Água. O Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), foi criado em 2003 pelo presidente Lula e levou água para consumo humano e para produção de alimento a centenas de milhares de lares, com tecnologia simples e custo baixo.

Atuando onde mais se precisava, famílias rurais de baixa renda no semiárido, o programa devolveu a esperança e matou a sede dessas pessoas. Ainda possibilitou a introdução de várias famílias na agricultura familiar.

As cisternas podem ser:

Cisterna familiar de água para consumo, instaladas ao lado das casas e com capacidade de armazenar 16 mil litros de água potável.

Cisterna Escolar de água para consumo, instaladas em escolas do meio rural e com capacidade de armazenar 52 mil litros de água potável.

Cisterna de água para produção, com capacidade de 52 mil litros de água, de uso individual ou coletivo das famílias.

O programa que atingiu um milhão de cisternas entregues até 2014, ganhou o segundo lugar no Prêmio Internacional de Política para o Futuro (Future Policy Award, no original, em inglês), promovido pela organização sem fins lucrativos World Future Council. Ao todo, Lula e Dilma implantaram, entre 2003 e março de 2016, cerca de 1,2 milhão de cisternas para consumo humano.

O programa, um sucesso, corre sério risco. Está sendo feito um desmanche através do corte de verbas. Para 2018 estava previsto um corte de 92% das verbas em comparação com 2017. Os cerca de R$ 20 milhões previstos permitiria a construção de apenas 5453 cisternas no Brasil. Ainda são 350 famílias que aguardam água.

E pior, não se pode esperar do novo governo uma atitude diferente. É por isso que devemos sempre lembrar dos feitos dos anos Lula. Lembrar e fortalecer a o que houve, um governo que realmente olhava para o povo. Seguiremos em frente.