24 de agosto de 2018

São muitas as histórias no Rio Grande do Norte de pessoas que creditam a Luiz Inácio Lula da Silva a mudança em suas vidas. Há quem lembre que foi para lá, na região de Apodi, que o ex-presidente levou a expansão do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O programa foi determinante não só para o crescimento dos trabalhadores rurais no geral, mas, principalmente, para as mulheres, que passaram a fazer parte da cadeia produtiva da economia local. Para o ex-presidente que mais fez pelo país, “uma mulher tem que morar com o homem porque ela ama esse homem, e não a troco de um prato de feijão ou de um pedaço de pão”.

Pioneiras na conquista do voto feminino no país, as potiguares não perdem tempo quando o assunto é ir à luta. Por isso, abraçaram cada uma das políticas públicas implementadas pelos governos petistas e transformaram a sua realidade e a de seu entorno.

“Antes, eu era uma mulher de casa, só cozinhava para marido, cuidava de galinha. Aí, a associação chegou e foi mudando a minha vida. Hoje, sou uma pequena empreendedora, tenho muito orgulho de falar hoje que sou uma mulher independente”.

A Associação de Mulheres Produtoras Rurais de Quandu, a que Marizete se refere, só existe porque elas souberam aproveitar o que o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) têm a oferecer. Foi graças a esses programas que esse grupo de mulheres conseguiu se reunir para começar a produzir doces e gerar renda.

Depois, elas recorreram a outro programa, o Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), para construir um prédio para a associação e, assim, ampliar sua produção e passar a fornecer biscoitos, doces e bolos para Institutos Federais (IFs) e escolas da região.

Assim como Marizete e suas companheiras de associação, 11.805 famílias extremamente pobres do Rio Grande do Norte recorreram ao Ater, durante os governos do PT. Em 2015, graças ao PAA, 3.283.676 quilos de alimentos foram adquiridos de 1.420 agricultores familiares fornecedores.

Por isso, o próximo governo Lula dará prioridade absoluta ao fortalecimento e à expansão da agricultura familiar e da agroindustrialização, especialmente as atividades que são baseadas em processos cooperativos, de diversificação da produção regional, de estruturas produtivas de pequeno e médio porte articuladas com um sistema de armazenamento e comercialização dos produtos da agricultura camponesa. Para tanto, o PAA e o PNAE serão ampliados. Lula estimulará o fortalecimento de mecanismos simplificados para potencializar o escoamento da produção da agricultura em mercados, feiras e comércios locais.

O próximo governo Lula também enfrentará o desafio de implantar um modelo produtivo de base agroecológica. E, para tanto, o programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) terá papel importante, razão pela qual ele será retomado, fortalecido e ampliado no próximo governo.