17 de setembro de 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa com Fernando Haddad e Gleisi Hoffmann, na tarde desta segunda-feira (17/09), em Curitiba, defendeu que a campanha de Haddad à presidência e de Manuela D’Ávila (PCdoB) à vice siga uma linha de respeito à democracia, debatendo propostas, com respeito às instituições e aos adversários.

“Lula defendeu que a campanha reforce a linha de um país de paz e harmonia, voltado para os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil”, disse Haddad. No campo das propostas, Lula disse que a campanha de Haddad e Manuela tem um foco especial em trabalho e educação.

Fernando Haddad, candidato à Presidência, conta como foi encontro com Lula em Curitiba

Publicado por Lula em Segunda, 17 de setembro de 2018

Segundo Haddad, Lula disse estar muito satisfeito com os resultados das pesquisas de intenção de voto. “Ele já esperava, inclusive, mas sabemos que pesquisa é um retrato, que não se deve deixar levar por pesquisas”.

Haddad destacou as questões das Reformas Tributária, Bancária e Fiscal e afirmou que as três juntas irão aumentar a renda disponível dos trabalhadores, sobretudo, das classes média e baixa. As reformas também vão ampliar e baratear o crédito, e ampliarão igualmente a capacidade do Estado em investir, gerando empregos.

Na Educação, Haddad ressaltou a importância da formação e da educação continuada para os professores e professoras, além do apoio federal ao ensino público médio estadual.

Haddad salientou que boa parte das ideias presentes no Plano de Governo da coligação saíram da lavra de Lula, e que “aprovamos [as propostas] com ele ponto a ponto”. Dessa forma, “o plano de governo que estamos defendendo é o plano de governo de Lula e leva a sua chancela”. Ele ressaltou que “o Plano foi elaborado a partir da colaboração de centenas de pessoas, mas com a aprovação integral do ex-presidente”.

Conselheiro Lula
Haddad disse que sempre irá contar com Lula como um grande conselheiro, e que todas as principais lideranças do PT também contam com o ex-presidente nesse sentido. “É um interlocutor de todos os principais dirigentes do partido e nós não escondemos isso”. E comparou: “Enquanto nossos adversários escondem seus conselheiros, nós temos muito orgulho de ter o Lula”.

Haddad voltou a declarar que Lula é vítima de uma injustiça, e que “não há provas, não há sequer indícios de que tenha sido cometido um crime”. Na conversa de hoje com o ex-presidente sobre a sua situação jurídica, os advogados de Lula explicaram que a ONU deve julgar o mérito da questão no primeiro semestre do ano que vem. Lula reiterou a Haddad, Gleisi e aos demais advogados que não troca a sua dignidade pela liberdade.

TSE e democracia
Questionado sobre a polêmica que alguns candidatos insistem em levantar sobre as urnas eletrônicas utilizadas na eleição brasileira, Haddad lembrou que, evidentemente, “o próprio TSE atesta a segurança do nosso processo eleitoral”, e afirmou acreditar que “seja papel da própria imprensa buscar informações a respeito, ouvindo especialistas etc”.

Haddad, de todo modo, fez questão de frisar que “nós confiamos na segurança do processo, e quem foi eleito por ele não deveria questioná-lo”.

A respeito de uma eventual polarização entre projetos no segundo turno, Haddad afirmou que “seguiremos na linha de apresentar um programa para o país. Se houver dois projetos, vai ser bom para o país debater e decidir qual é o melhor”.

O candidato do PT à presidência concluiu a entrevista dizendo que “o presidente Lula está sempre animado, confiante e disposto a ajudar o país. É realmente impressionante”.

Ouça aqui o áudio completo da coletiva de Haddad, em Curitiba, nesta tarde (17/09).