01 de outubro de 2018
Foto: Cláudio Kbene

Fernando Haddad, candidato de Lula à presidência, fez uma caminhada por Curitiba hoje (1º/10), acompanhado da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, do candidato do PT ao governo do Paraná, Dr. Rosinha, e da candidata ao senado pelo partido, Mirian Gonçalves.

No palanque, Haddad afirmou que, no dia 7 de outubro, o povo vai dar a resposta à retirada de direitos sociais e trabalhistas, promovida por Michel Temer e pelo PSDB. “Eles diziam: ‘nós tiramos a Dilma, prendemos a Lula, e está tudo certo’, mas esqueceram de prender o povo”, disse ele.

Haddad alertou que, como se não bastassem todos os ataques ao povo brasileiro, eles agora estão começando a comprometer a democracia. “Sabe o que eles fizeram? Censuraram o jornal ‘Folha de S.Paulo’, que tinha autorização para entrevistar o presidente Lula. Quem deu o golpe em 64 foram eles. Quem deu o golpe em 2016 foram eles. Não satisfeitos, querem continuar perpetuando violência contra o povo brasileiro. E a liberdade de imprensa, que é sagrada, está comprometida”.

O ex-ministro da Educação de Lula e Dilma afirmou que Temer e o PSDB não têm compromisso com a democracia, porque eles não têm compromisso com o povo. “E a gente sabe que é a democracia que leva comida pra mesa do trabalhador, que leva os jovens à universidade, que leva posto de trabalho para chefes e chefas de família, essa chefe de família que eles acusam de produzir delinquentes, quando são eles que estão produzindo delinquentes ao desrespeitar a mulher. Mas eu tenho certeza que o Paraná vai dar uma resposta a isso tudo no dia 7″.

Rejeição e arrego

Haddad lembrou que o governo Temer, que tem 90% de rejeição, é apoiado por dois partidos, o MDB e o PSDB. “O PSDB, inclusive, teve quatro ministros nomeados por Temer. Um deles ainda continua lá, porque não teve coragem de sair candidato ao Senado por São Paulo, assim como Aécio não teve coragem de concorrer ao Senado por Minas. Correu da Dilma Rousseff”, disse. “Agora, se vocês acham que o governo Temer é ruim, vocês ainda não conhecem a proposta de Bolsonaro pra economia”, afirmou Haddad, sendo ovacionado pelo povo, que começou a gritar “ele não”.

O presidenciável cumprimentou Curitiba pelo ato do #EleNão, no último sábado (29/09), um dos maiores do Brasil, com 50 mil pessoas. “Todos na rua pelo #EleNão. E por que ‘ele não’? Porque ele quer tirar o 13º do trabalhador. Por que ‘ele não’? Porque ele quer cobrar o mesmo imposto para o rico e para o pobre. O pobre, que hoje não paga imposto, vai pagar 20% na fonte. Isso se ele fosse eleito, mas não vai ser, porque nós não vamos deixar”, disse Haddad, lembrando que Bolsonaro não respeita mulheres, negros, a diversidade. “E o Brasil é composto por 52% de negros e por 52% de mulheres”, disse.

Haddad afirmou que é preciso chegar forte no domingo para ganhar as eleições no segundo turno. “Nós estamos crescendo no Brasil inteiro. No Norte e Nordeste, nós já somos primeiro, mas não abrimos mão do Sul e Sudeste. Queremos ganhar em todos os estados da federação”.

No caminho

Enquanto caminhava pela rua 15, Haddad respondeu a uma repórter sobre questões muito caras aos paraenses: o monitoramento das fronteiras do Estado, a rota de tráfico de drogas e o contrabando. “O sistema integrado de vigilância de fronteiras (Sisfron) é um projeto defendido por nós pra garantir a segurança das fronteiras, que o governo atual parou e jogou para 2035 a sua conclusão. É um projeto que rende dividendos, porque, além de controlar a entrada de drogas e armas, ele controla o contrabando e gera receitas para os estados. Vamos antecipar o cronograma do Sisfron pra que ele seja operacional o quanto antes”.

Encontro com trabalhadores

Ainda em Curitiba, o candidato Fernando Haddad se reuniu com dirigentes sindicais e trabalhadores da Força Sindical e relembrou os 20 milhões de empregos gerados em 12 no país, ressaltando que para termos de volta o país do crescimento e desenvolvimento é preciso acertar o voto no próximo dia 7 e depois no dia 28 outubro.

“Por meio do voto, todos nós podemos colocar o país na trilha da democracia com desenvolvimento social, que é para isso que serve a democracia, para garantir os direitos dos trabalhadores”, disse Haddad.