02 de setembro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista coletiva neste domingo (02/09), em Maceió (AL), o porta-voz de Lula e candidato a vice-presidente pela coligação “O povo feliz de novo”, Fernando Haddad, afirmou que a situação do país é crítica, mas tem solução: a democracia. “A população está acompanhando com muita atenção e sabedoria tudo o que esta acontecendo. Não é por outra razão que desde 7 de abril, quando foi preso inconstitucionalmente, Lula só cresce nas pesquisas”.

Foto: Ricardo Stuckert

Haddad disse que as pessoas saíram em defesa do ex-presidente, porque reconhecem nele a liderança que pode devolver o país ao seu rumo. “Eleições servem também para elucidar, informar e, coletivamente, decidir o melhor caminho a trilhar. E nós queremos resgatar o Brasil para que, no dia primeiro de janeiro, novos ares soprem pelo país”, disse o candidato a vice.

Acompanhado na coletiva pelo governador e candidato à reeleição, Renan Filho, e pelo senador Renan Calheiros, o ex-ministro da educação de Lula afirmou que o Nordeste sempre recebeu atenção especial no governo do ex-presidente. “A gente não saía daqui porque era uma região que precisava ser atendida prioritariamente. Hoje, são muito menos as necessidades dos nordestinos, mas ainda persistem. Por isso, é importante retomar o projeto de desenvolvimento regional e nacional com inclusão”. Por isso, ele disse que estará no Nordeste em qualquer situação. “Temos apreço em ver resultado dos investimentos feitos na região. Tudo mudou pra melhor no Nordeste. Por isso, vir aqui é se reenergizar pra fazer mais e melhor”.

“Quem tem que decidir quem vai ser o presidente é o povo. Achavam que estávamos blefando, até a ONU ratificar que o Lula tem direito de ser candidato”, disse Haddad, reafirmando seu compromisso com a defesa da democracia. “Ninguém me tira da cabeça que se o Lula for registrado, ele ganha no primeiro turno. Falo como cientista político. A prisão dele é inconstitucional”, completou.

De acordo com Haddad, na segunda-feira (3/9) pela manhã, ele se reunirá com Lula para definir as novas fases da campanha. “Toda semana a gente define a estratégia jurídica à luz dos acontecimentos”, disse. Haddad lembrou que, em sua última reunião com o ex-presidente, na quinta-feira (30/8), não imaginavam que o TSE iria julgar sua candidatura no dia seguinte, uma vez que a defesa nem havia sido apresentada. Não obstante, o Ministério Público entrou com ação na madrugada do dia 31, apenas 3 horas após a apresentação da defesa, e o TSE incluiu na pauta da sessão extraordinária do mesmo dia, apenas 19 minutos antes do prazo final para fechamento da pauta, a discussão sobre a candidatura de Lula. “A gente achou que Lula teria os mesmos prazos dos outros candidatos, mas não. Para ele, parece haver outra legislação. Com Lula, tudo se passa de maneira muito particular. Portanto, vamos levar a ele este novo cenário e debater”, disse Haddad.