07 de setembro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

O candidato a vice-presidente da coligação “O povo feliz de novo”, Fernando Haddad, participou de entrevista ao Congresso em Foco e ao canal My News nesta quinta-feira (06/09). Haddad falou sobre a defesa da democracia, a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o plano de governo do PT e sobre temas como economia e responsabilidade fiscal.

Na avaliação do ex-ministro, a decisão de manter Lula como candidato à presidência é uma questão de respeitar a democracia e os eleitores. “Nós tomamos a decisão de que defenderíamos a candidatura de Lula até as últimas consequências porque nós acreditamos nele, acreditamos no projeto que ele encarna. Não é só uma questão de solidariedade, mas de colocar o valor da soberania popular acima de qualquer outro. O que está em jogo é a democracia brasileira. Nós entendemos que estamos agindo corretamente com ele e com os mais de 40 milhões de brasileiros que, se pudessem, votariam nele”.

Haddad afirmou que se espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o segundo recurso do ex-presidente Lula o quanto antes. Os recursos apresentados para que o ex-presidente Lula seja candidato têm como base a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU e como princípio a soberania nacional, “um valor que tem que estar acima de qualquer outro entendimento, que é um princípio sagrado da democracia”, disse.

O candidato a vice apontou o desastre nacional promovido pelo golpe. “O projeto que está aí é fruto de uma usurpação, de um movimento que não se justificava do ponto de vista constitucional e que levou ao poder um grupo de pessoas que não tinha o menor compromisso com os anseios populares”, falou Haddad.

Assim, segundo Haddad, é necessário retomar o Brasil dos governos do PT: “nós temos um programa de governo consistente que resgata o período Lula, adaptando-o à realidade atual, que é uma realidade crítica. As pessoas estão inseguras”.

Sobre economia e responsabilidade fiscal, Haddad lembrou que os governos do PT promoveram crescimento com inclusão social e responsabilidade fiscal, ao contrário do atual governo Temer e PSDB, que prega a austeridade fiscal e gasta sem critérios: “O atual governo, que tem o discurso do ajuste fiscal, está gastando aos tubos e sem critérios. Por exemplo, no mesmo ano em que o salário mínimo teve reajuste abaixo da inflação, eles concederam um aumento ao judiciário de 16%”. Haddad completou: “O campo da centro-esquerda é um campo que, em geral, zela mais pelas contas públicas do que parece. Quem conquistou grau de investimento na cidade de São Paulo fui eu, e não um prefeito de direita”.

Sobre o ataque sofrido pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro, do PSL, na tarde desta quinta feita (06/09), em Juiz de Fora, em Minas Gerais, Haddad afirmou que é “lastimável, é um absurdo”. O candidato à vice-presidência foi informado durante a entrevista do acontecido. “Nós, democratas, temos que garantir um processo tranquilo, temos que reforçar os valores democráticos”, disse. Posteriormente, via Twitter, Haddad afirmou: “repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro”.