16 de outubro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

Fernando Haddad falou à imprensa nesta terça-feira (16/09) sobre diversos temas. Embora rápida, a entrevista tratou de assuntos relevantes como a determinação do Supremo Tribunal Eleitoral para retirar material sobre o suposto “kit gay”, uma das inúmeras fake news promovida por Jair Bolsonaro. “Apesar do atraso, ficamos felizes de o  TSE ter retirado do ar o vídeo em que o Bolsonaro me acusa de distribuir material impróprio para crianças de seis anos. Foi uma luta de anos que foi vencida ontem”, disse. Haddad afirmou que espera que a imprensa dê ampla divulgação “desse absurdo que circulou” entre a população. “Eram falsas as matérias e o próprio Jair Bolsonaro  foi obrigado a retirar o vídeo em que ele me acusava disso. Espero ter passado em pratos limpos esse absurdo que durante anos ele divulgou”.

O candidato ressaltou que, diferentemente de seu adversário, ninguém da equipe econômica de Michel Temer será mantido no governo, caso ele seja eleito. Sobre nomes para seu ministério, ele afirmou que tem feito sondagens todos os dias com pessoas de alta respeitabilidade, independentemente de partido político. “Quero fazer um governo o mais amplo possível. O Brasil precisa disso. mas não fiz nenhum convite ainda, mas sondagens sim. Ontem fiz, hoje farei pra montar a melhor equipe que este país já teve”.

Haddad também reafirmou que, apesar do que noticiou parte da imprensa, ele promoverá a reforma tributária em seu governo, o que inclui a taxação das grandes fortunas e a isenção de imposto de renda para pessoas que ganham até 5  salários mínimos.

O ex-ministro da educação afirmou que desde jovem é um defensor árduo da democracia e da liberdade e repudia qualquer forma de autoritarismo. Ele voltou a falar que o Brasil corre risco com um candidato que não tem compromisso com as instituições.