17 de agosto de 2018

O principal argumento do governo ilegítimo de Michel Temer, ao sancionar a “reforma” trabalhista no país, era de que mais empregos seriam gerados. No entanto, após nove meses de sua implementação, as estatísticas comprovam os efeitos negativos da nova legislação e da política de austeridade que têm afetado de forma ainda mais cruel os jovens.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), na última quinta-feira (16/08), revelam que a taxa de desocupação da população com idade entre 18 a 24 anos chegou a 26,6%, mais do que o dobro da taxa de desemprego da população em geral, que ficou em 12,4% no segundo trimestre de 2018. Segundo o estudo, há 4,154 milhões de jovens sem emprego no Brasil.

Entre os jovens na faixa etária dos 14 aos 17 anos – que podem exercer a função de aprendiz, com jornadas menores -, a taxa de desemprego chega a 42,7%, o que corresponde a 1,049 milhão de pessoas de desocupadas.

Enquanto esteve na Presidência da República, Lula sempre tratou os jovens como prioridade. Antes mesmo de se apresentar em abril na sede da Polícia Federal, em Curitiba, ele gravou um vídeo preocupado com o atual cenário e disse que uma juventude sem perspectiva, sem sonho, sem empregos pratica barbaridades. Lula lembrou que, durante os governos do PT, o país viveu o melhor momento de sua história com a criação de 20 milhões de postos de trabalho.

Para seu terceiro mandato, Lula quer muito mais. Para isso, um dos seus principais compromissos com a juventude é criar o Plano Emergencial de Emprego, com elevação da renda e ampliação de crédito. Lula também investirá na inclusão qualificada no mercado de trabalho por meio da implementação da Agenda Nacional do Trabalho Decente para a Juventude.