06 de maio de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

Na manhã da última quarta-feira, 4, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma entrevista para a rádio CBN de Campinas (SP). Confira a íntegra da conversa com o apresentador Flávio Paradella.

Luiz Inácio Lula da Silva:

É um prazer falar com vocês e falar com o povo da região de Campinas.

Flávio Paradella:

Presidente, uma campanha que, a gente não pode falar que já está nas ruas por devido à questão mais legal, mas ela já tem sim essa aderência, o senhor amanhã estará aqui em Campinas, ontem esteve em um ato com o Solidariedade já angariando novos parceiros políticos para essa eleição, que promete ser muito dura. Eu lembro lá da eleição de 2002, também uma eleição dura, mas o senhor vence no segundo turno o então candidato da situação José Serra. Agora, depois de 20 anos, e tudo que aconteceu na vida também do senhor, pessoal, e também na questão política, essa vai ser muito mais difícil que aquela que o senhor conseguiu pela primeira vez ser presidente da República?

Luiz Inácio Lula da Silva:

Flávio, todas as eleições são difíceis. Porque é uma disputa e você compara isso com o futebol, e você veja que um time pequeno, quando vai jogar com um time grande, a Copa do Brasil é um exemplo disso, você percebe que o time grande muitas vezes tem dificuldade. Veja, eu sinceramente acho que nós temos todas as condições de ganhar as eleições e voltar a governar o Brasil. Acho que as condições estão dadas, o povo brasileiro está querendo mudança, o povo brasileiro faz sistematicamente uma comparação entre aquilo que nós fizemos no nosso governo e aquilo que o atual governo está fazendo. E eu acho que isso vai permitir que a aliança que nós fizemos com o PSB, tendo o Alckmin como vice, com o PSOL tendo o Boulos como deputado federal e outras alianças que nós estamos fazendo com o Solidariedade e com o PCdoB, vai permitir que a gente esteja muito mais forte do que a gente estava em 2002 quando eu disputei com o Serra, ou mesmo em 2006, quando eu disputei com o governador Alckmin. 

É uma campanha mais incivilizada do que as outras, porque as outras eram uma campanha civilizada, em que você tinha disputa, você tinha briga com os adversários, mas era uma coisa dentro do campo da política, era uma coisa muito civilizada, a gente terminava um ato público, podia se encontrar em qualquer lugar e conversar com adversários, se respeitando. Com o atual presidente é tudo muito difícil, porque ele é cercado de milicianos em quase todo o território nacional e ele gosta de estimular o ódio, gosta de estimular a briga, gosta de estimular provocação, que não faz parte do nosso diário na política. Ou seja, mas eu estou convencido de que nós vamos fazer uma campanha num nível muito alto, nós vamos querer conversar sobre a situação do povo brasileiro e as soluções para os problemas que vive o povo brasileiro. 

Então, o fato de começar, fazer a viagem a Sumaré e a Campinas antes do dia que vai me lançar a pré-candidatura, para mim é muito importante, é significativo. Primeiro porque eu já fui à Vila Soma três vezes, segundo porque Campinas é uma cidade que representa um conjunto de outras cidades que é mais ou menos por volta de 3 milhões de habitantes, Campinas é como se fosse a grande capital de uma região. E na Unicamp é sempre um prazer. Eu, na verdade, não gosto do título Aula Magna, porque nem sei dar aula e nem sei, muito menos magna, o que eu quero é conversar com os estudantes sobre o que aconteceu na Educação desse país, a destruição da ciência e tecnologia, a destruição e a falta de recursos para as nossas universidades espalhadas no Brasil inteiro. Então, é isso que eu quero conversar com as pessoas. E depois vai ter uma coisa importante que é uma coisa mais fraternal, Flávio, que eu vou visitar o meu companheiro Rogério Cerqueira Leite, eu vou na casa dele encontrar com ele e com alguns intelectuais para agradecer tudo o que o nosso companheiro Rogério Siqueira Leite fez pela democracia, pela educação e pela ciência e tecnologia no Brasil.

Flávio Paradella:

Presidente Lula, o senhor fala de uma comparação entre governos, governo até 2010 e agora com o governo do presidente Jair Bolsonaro. Mas durante a campanha, durante a campanha, isso já vem acontecendo agora, a comparação do que aconteceu de lá para cá, de 2010 para cá, o governo Dilma, impeachment, a Lava Jato, o senhor foi processado, respondeu a um julgamento, foi condenado, depois deixou a prisão, esse julgamento foi anulado, e um dos pontos aí entre tantos processos, prescritos. Isso tudo vai estar dentro da eleição. Como debater esse tipo de assunto, e como escapar desse assunto para esse público que o senhor precisa conquistar para ganhar a eleição?

Luiz Inácio Lula da Silva:

Flávio, eu não quero escapar desse assunto, eu não quero fugir, aliás, eu quero discutir esse assunto mesmo sabendo que não é um assunto prioritário para o povo brasileiro. Veja, porque nós já provamos em vinte e poucos processos que o ex-juiz Moro era um mentiroso, que o ex-procurador Dallagnol era um mentiroso, que essas pessoas montaram uma farsa política utilizando a Justiça na perspectiva de tentar me destruir. Ou seja, o que aconteceu de fato é que aconteceu aquilo que eu previa, ou seja, quem tem a verdade dentro de si vai vencer a batalha. E eu provei em cada processo meu a quantidade de mentiras que foi contada a meu respeito. E você está lembrado que no primeiro, no primeiro depoimento que eu fui fazer com o juiz Moro eu falei: olha, vocês estão condenados a me condenar porque vocês já mentiram demais e a desgraça de quem conta a primeira mentira é que continua mentindo o resto da vida para justificar a primeira. 

E nós estamos com um problema, porque o Moro não enganou apenas a sociedade brasileira, ele enganou a imprensa brasileira, que foi estimulada a veicular todo santo dia as mentiras contadas por ele e pelo Dallagnol. Ou seja, a imprensa brasileira, uma parte dela, transformou em verdade as mentiras. Agora o que eu acho que deveria acontecer era que uma parte da imprensa poderia pedir desculpa por ter sido enganada pelo Moro e pelo Dallagnol, pela equipe da Lava Jato, para pedir desculpa ao povo brasileiro por tanta insensatez dessas pessoas que deveriam, por ser homens de Estado, por ser empregados do Estado, ter respeitado mais a sociedade brasileira.

O saldo que ficou da Lava Jato, Flávio, foram 4,4 milhões de pessoas desempregadas, foi a quebradeira da indústria de engenharia brasileira, foi mais de 170 bilhões de reais que deixaram de ser investidos no setor produtivo nesse país e mais 58 milhões que deixaram de ser arrecadados. Esse é o saldo que ficou para o Brasil. Esse é o saldo. Porque aquelas pessoas que roubaram e delataram, aquelas pessoas continuam ricas, aquelas pessoas ficaram com metade do roubo. Ou seja, na verdade a Lava Jato legalizou o roubo de quem roubou. E como eu tinha a necessidade de provar que aquilo era uma farsa, cá estou eu dando entrevista para você muito tranquilo, que eu tenho certeza que os meus acusadores não tem 10% da tranquilidade que eu tenho hoje.

Flávio Paradella:

Presidente Lula, o senhor cita aí pedir desculpas. O seu atual parceiro, que deve ser então vice nessa campanha presidencial, Geraldo Alckmin, já pediu desculpas para o senhor? Porque na última campanha, lá em 2018, ele citou com veemência que o senhor queria voltar para a cena do crime. Ele pediu desculpa já?

Luiz Inácio Lula da Silva:

Você não acha que o gesto do Alckmin vir ser meu candidato a vice é uma demonstração inequívoca de que aquilo fez parte de um passado, que eu acho que as pessoas decentes deste país não querem lembrar? Você não acha que o fato do Alckmin ter se filiado ao PSB, aceitado o convite para ser meu vice, fazermos um programa de governo juntos e governar esse país juntos é um gesto extraordinário de quem falou assim, vamos deixar para lá o passado, nós todos fomos enganados, vamos agora tocar o barco para frente porque o Brasil precisa ser recuperado, o Brasil precisa de emprego, o Brasil precisa de salário, o Brasil precisa de saúde, o Brasil precisa de alguém que governe esse país falando um pouco de amor, falando um pouco de solidariedade, de fraternidade e não é alguém falando de ódio. Eu acho que o gesto do Alckmin por si só já diz tudo o que ele pensa daquilo que ele fez.

Flávio Paradella:

E também essa parceria com o governador Geraldo Alckmin, por tantas vezes governador aqui no estado de São Paulo, trazendo também um nome que até espantou o meio político, o governador Geraldo Alckmin sendo um vice nessa candidatura. O que ele pode agregar para trazer para essa comunicação, essa narrativa também dentro dessa campanha, presidente Lula?

Luiz Inácio Lula da Silva:

Olha, primeiro nós temos que levar em conta e respeitar um homem que governou este estado de São Paulo por mais de 20 anos, Ou seja, ele foi duas vezes vice do Mário Covas, ou seja, ele foi governador quatro vezes. Eu acho que uma pessoa que foi eleita como ele foi eleito e ganhou todas as vezes, inclusive do meu partido, eu acho que nós temos que respeitar. Primeiro, sabe, a valorizar o povo que votou nele e que agora nós vamos querer ganhar uma parte desses votos para votar no companheiro Haddad, que eu acho que também será o futuro governador do estado de São Paulo. Eu acho que o Alckmin agrega experiência, agrega um setor da sociedade que durante muito tempo não votou no PT, ou não quis votar no PT, e o Alckmin agrega pessoas que pensam diferente de nós em muitas coisas. Nós vamos construir um programa conjunto entre os partidos que compõem a aliança e esse programa será a base da concordância entre todos os partidos políticos. É assim que se faz política com P maiúsculo, é assim que a gente quer demonstrar que a gente quer recuperar o Brasil para os brasileiros.

Flávio Paradella:

Presidente, essa semana tem-se falado muito na comunicação dessa pré-campanha do senhor, a situação com o Franklin Martins, a chegada de Edinho Silva, o prefeito de Araraquara, para conseguir colocar o senhor conversando com pessoas que não votariam nesse momento no senhor. Porque o senhor, por exemplo, amanhã vai à Vila Soma, imagino que tenha aí uma grande parte do eleitorado que já vai votar em Lula. Amanhã também estará na Unicamp, também em um ambiente mais propício para o presidente Lula. Eu lembro a semana passada, o pré-candidato Ciro Gomes foi na Agrishow e foi hostilizado, e teve toda aquela situação de agressão. Então, como conseguir conversar com esse público, presidente Lula?

Luiz Inácio Lula da Silva:

Flávio, você se esquece que eu fui candidato muitas vezes nesse país, eu fui candidato em 89, 94, 98, 2002, 2006, sabe, você desconhece que o PT desde que começou as eleições para presidente da República em 89 ou é o segundo ou é o primeiro? Você desconhece que mesmo eu não sendo candidato a presidente o Haddad teve 47% dos votos? Ou seja, o PT é muito forte, a minha candidatura é muito forte. Você veja que hoje eu já tenho mais votos do que eu tive no primeiro turno de muitas eleições, por quê? Porque o povo está percebendo o que está acontecendo no Brasil. E eu vou conversar não apenas com quem já vota em mim, eu quero conversar com todos os setores da sociedade. E nesse aspecto o Alckmin também ajuda a conversar com os setores que antes estavam afastados do PT. 

Não tem problema, eu já fui fazer campanha em tantos lugares adversos, eu já fiz campanha em tantos lugares deste país que não tem lugar proibido para fazer campanha. A única coisa que eu tenho que respeitar é que tem outros candidatos e em alguns lugares pode ter eleitores dos outros candidatos, e esses eleitores dos outros candidatos poderão não gostar da nossa visita. Mas isso faz parte da política e eu estou realmente calejado para tratar com essas adversidades. Mas o que é importante, Flávio, é que nós vamos construir uma maioria política na sociedade brasileira para que a gente possa recuperar o Brasil. Nós precisamos voltar a gerar emprego, nós precisamos reduzir a inflação, nós precisamos aumentar salário, nós precisamos melhorar a educação e recuperar os investimentos em ciências e tecnologia. Todo mundo que tem bom senso sabe que não existe na história da humanidade de algum país que se desenvolveu e cresceu economicamente sem antes investir na educação. 

E é isso que nós vamos conversar com o povo, um país que é o terceiro produtor de alimentos do mundo não tem explicação para ter 19 milhões de pessoas passando fome. Uma cidade rica como Campinas, uma região rica como a região de Campinas, não tem sentido ter gente dormindo na rua, ter gente perambulando pela rua, ter gente dormindo nas praças. Qual é a lógica disso? Qual é a lógica do terceiro produtor de alimentos do mundo ter 19 milhões de pessoas passando fome e 116 milhões de pessoas com insegurança alimentar? Qual é a lógica do maior produtor de proteína animal do planeta ver o povo correr atrás de um caminhão cheio de carcaça de frango ou as pessoas irem no açougue pegar osso? Olha, isso na verdade demonstra que há falta de vergonha na cara da governança desse país. 

É preciso que a gente tenha sensibilidade de que nós podemos consertar, e já consertamos uma vez. Nós levamos o Brasil a ser a sexta economia do mundo e você lembra disso, Flávio. Nós levamos o Brasil a uma reserva internacional que ele nunca tinha tido na sua história, de 370 bilhões de dólares, que é o que salva o Brasil até hoje. E nós levamos o Brasil a ter, a diminuir a sua dívida interna bruta de 65 para 32%. Então, o que nós mostramos é que ao tirar 36 milhões de pessoas da miséria absoluta e a levar 40 milhões de pessoas para um consumo de classe média, classe média-média, ou seja, o que nós provamos é que o pobre ele não é o problema do Brasil, ele é a solução, na medida em que você tenha política de inclusão social e essas pessoas passem a participar do processo de desenvolvimento do Brasil. É isso que nós queremos fazer, é isso que nós vamos fazer e você vai perceber como tudo vai melhorar aí em Campinas, na região de Campinas, no estado de São Paulo e no Brasil inteiro.

Flávio Paradella:

E, presidente, com tudo isso que o senhor trouxe para a gente, é lógico, a gente conhece sim a história do presidente Lula, que disputou tantas eleições, ganhou tantas eleições, fez governadores e também sucessores, como a presidente Dilma Rousseff, foi também reeleita, e o PT sempre participa da eleição presidencial e sempre está lá, sempre está pelo menos na segunda posição aí na eleição presidencial. Mas diante disso tudo, todo esse cenário que o senhor colocou, e realmente, a economia está muito complicada, a inflação altíssima. Mas o que a gente vê aí nessas disputas, a gente achava e via nas eleições, ou pelo menos nas pesquisas, que muita gente dava como certa a eleição do senhor e até falando em primeiro turno. E nas últimas pesquisas tem tido uma aproximação do presidente Jair Bolsonaro diante disso tudo que o senhor colocou, presidente. O que está acontecendo, o que aconteceu para ele se aproximar tanto do senhor?

Luiz Inácio Lula da Silva:

Ele não está aproximado, eu não sei qual é a pesquisa que você está vendo, Flávio, porque hoje você tem pesquisa feita por telefone, hoje você tem pesquisa feita pela internet, e a pesquisa que conta para qualquer instituto sério é a pesquisa feita presencialmente. O Bolsonaro recuperou três ou quatro pontos na pesquisa depois da saída do Moro, mas se você perceber bem a nossa distância continua acima de 15 pontos no Brasil, e essa é uma distância muito grande. No segundo turno essa distância aumenta para 20, 25% dos votos, ou seja, eu estou tranquilo, eu estou com a certeza de que nós temos todas as condições para ganhar as eleições em 2022. É preciso trabalhar, é preciso colocar o pé no chão, é preciso andar o Brasil, é preciso conversar com as pessoas, é preciso elaborar um programa que leve em conta a necessidade de gerarmos os empregos que precisamos gerar, de recuperar a massa salarial que caiu 9% este ano, de fazer com que a gente tenha políticas de crédito para o pequeno e médio empreendedor brasileiro. 

Ou seja, nós temos que fomentar o crescimento da atividade do empreendedorismo para a gente superar um pouco a questão do emprego. E nós não podemos aceitar a ideia que o cara que trabalha com bicicleta entregando comida é um empreendedor, porque na verdade ele é um empregado que não tem direito, porque ele não conhece o patrão dele, ele não tem 13º, porque ele não tem descanso semanal remunerado, ele não tem final de semana, ele não tem Natal, ele não tem Ano Novo. O que nós precisamos é fazer uma regulamentação que permita que esse cidadão tenha seguridade social e ao mesmo tempo tenha uma política de investimento para fomentar o empreendedorismo no Brasil. Eu tenho dito publicamente, Flávio, que uma das coisas que nós vamos fazer é transformar o BNDES não num banco de investimento de grandes grupos econômicos, porque esse pode até pegar dinheiro no exterior, é um banco que tenha condições de fomentar o desenvolvimento para pequeno e médio empresário brasileiro. Essa gente é que gera emprego, essa gente que dá dinamismo à economia brasileira, e é isso que nós vamos fazer para que o Brasil volte efetivamente a crescer.

Flávio Paradella:

E, presidente, só para a gente finalizar, infelizmente, e eu não estou colocando isso para polemizar qualquer situação, mas gostaria de colocar essa fala de um vereador aqui de Campinas na última sessão, que atacou o presidente, ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e por isso eu estou colocando aqui até para o senhor ter essa ciência e também se quiser responder faça uso, porque já que ele teve o uso da Câmara aqui de Campinas nesta última sessão. A gente tem o áudio, mas o áudio não está muito bom para a gente acompanhar. Mas eu vou aqui citá-lo, foi o vereador Major Jaime do PP, que é de direita, e na sessão da última segunda-feira ele disse a seguinte frase presidente Lula: Lula, por ter vício da bebida deveria se internar na instituição Padre Haroldo, como ele tem outro vício de roubar, ele pode ficar na P1 do Ataliba Nogueira, assim ele cura o seu vício e não destrói o Brasil. Essa foi parte da frase dessa declaração do vereador aqui de Campinas, mais uma vez como eu disse, não estou querendo polemizar, mas é uma situação para colocá-lo de ciência, e se o senhor quiser responder está aqui aberto o CBN Campinas.

Luiz Inácio Lula da Silva:

Não, esse rapaz aí que eu não conheço, ou seja, eu não costumo responder coisas rasteiras que os adversários fazem. Esse rapaz ele acha que quem escutou ele aí ele precisaria ser internado numa clínica de repouso porque ele é totalmente desequilibrado. Um cidadão que tem um cargo de vereador, e se ele é major ainda da Polícia Militar ou das Forças Armadas, ele deveria ter tido uma formação mais civilizada, ele deveria ser um cara mais educado, mais respeitoso. Mas é isso, é isso que as pessoas ligadas ao capitão pensam. Eles não sabem fazer política de forma civilizada. Eu possivelmente, possivelmente não farei essa campanha fazendo respostas rasteiras aos meus adversários, quem gosta de viver no lixo que fique no lixo porque eu não participarei disso.

Flávio Paradella:

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato aqui à Presidência da República, lançamento da pré-candidatura será no dia 07 de maio. Queria agradecer a participação do senhor aqui no CBN Campinas, a gentileza aqui de poder atender a CBN.

Luiz Inácio Lula da Silva:

Flávio, eu queria terminar apenas dando um abraço no meu companheiro Tourinho, que eu vou encontrar amanhã, no companheiro William, que é o nosso vereador presidente da Câmara lá em Sumaré, e dizer para você que é com muito orgulho que eu estarei na região amanhã dando um abraço nas pessoas que eu gosto e que eu conheço. Um abraço e obrigado pela entrevista.

Flávio Paradella:

Muito obrigado pela participação. Está aí o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira estará aqui pela região visitando Sumaré e depois vem aqui a Campinas. Como eu disse, é uma pré, uma agenda na verdade, dessa pré-campanha, a pré-candidatura sendo lançada no dia 07 de maio.