23 de junho de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (23), em entrevista ao vivo à Rádio Difusora de Manaus (AM), que o Brasil precisa voltar à normalidade, com políticas públicas e geração de emprego, e ter alguém que saiba cuidar do povo, lhe garanta os direitos e lhe faça carinho e cafuné. Lula lamentou o fato de haver hoje 33 milhões de pessoas passando fome no país.

“Eu acho que o país precisa voltar a uma certa normalidade. Esse país está precisando de afago, está precisando de chamego. Precisa ter alguém que gosta de fazer cafuné no povo, de acarinhar o povo, que gosta de garantir que o povo tenha direitos”, afirmou, destacando a necessidade de políticas que criem oportunidade para os trabalhadores e os mais necessitados.

De acordo com o ex-presidente, os brasileiros querem e precisam do que já está previsto na Constituição, na Bíblia e na Declaração de Direitos Humanos. “Nós queremos ser tratados com respeito e com decência.  Nós queremos trabalhar, viver, comer, estudar, ter acesso a cultura, ter acesso ao lazer e ter liberdade de ir e vir. O povo quer essencialmente aquilo que está na Constituição, o povo quer aquilo que está na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o povo quer aquilo que está na Bíblia. É isso que a gente vai garantir para esse povo”.

O ex-presidente afirmou que o Brasil não pode conviver com 33 milhões de pessoas passando fome. Ele lembrou que as gestões petistas acabaram com a fome e ainda geraram 22 milhões de empregos, e lamentou que o atual governo tenha destruído tudo o que foi feito. “Essa gente jogou tudo isso fora, como se fosse um vendaval que quer destruir tudo, sem dizer o que vai colocar no lugar. (…) O povo não vai aceitar mais isso. O povo não precisa mais de bravata, não precisa mais de mentira. (…) O povo está precisando de carinho, está precisando ser lembrado, está precisando ser cuidado.

Brasil voltará a ser feliz

Lula disse ter certeza de que Brasil voltará a ser feliz e que, num eventual novo governo, vai voltar a fazer aquilo que o povo quer. “O povo não quer muito, o povo quer ter o direito de trabalhar, ele quer sustentar sua família com o seu salário, trabalhando honestamente. O povo quer ter uma casinha, o povo quer que os filhos tenham direito a uma educação de qualidade e possa chegar à universidade. O povo quer que as pessoas tenham uma qualidade de saúde e nós fizemos isso com o Mais Médicos, levando saúde para todos os lugares da Amazônia. Levar médicos para as cidades pequenas que muitas vezes o prefeito quer contratar e ninguém quer ir”, disse.

O ex-presidente afirmou ainda que quem precisa de um governo forte que cuide dele é o povo pobre, o povo trabalhador, o povo que vive na beira dos igarapés, o povo que vive ribeirinho pescando, os indígenas, os quilombolas e as pessoas pobres da periferia que são violentadas todo dia. “Tenho certeza de que povo sabe que já viveu melhor, que já comeu melhor, que podia ir a um restaurante com a família.  Ele sabe que ele podia fazer um churrasquinho no final de semana, ele sabe que podia comprar um tambaqui, se não pescasse, e fazer uma costela de tambaqui assada. Ele sabe disso”

Outras declarações:

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