19 de abril de 2022
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje ter orgulho com o fato de os principais instrumentos de transparência e combate à corrupção terem sido criados nos governos dele e de Dilma Rousseff. Em conversa ao vivo com a rádio Conexão 98 FM, de Palmas (TO), Lula afirmou que, para descobrir as coisas erradas que acontecem em um governo, é preciso investigar. Ele criticou o governo Bolsonaro, que ignora denúncias e, em vez de mandar apurar, protege familiares e amigos suspeitos de atos ilícitos, além de decretar sigilo de 100 anos para que ninguém possa saber.

 “Você sabia que para todas as maracutaias eles decretam sigilo por 100 anos? É a coisa mais absurda que acontece nesse país”, disse Lula, citando como exemplos sigilos envolvendo as ações para compra de vacinas e criticando também o fato de Fabrício Queiroz, amigo da família Bolsonaro, e suspeito de atos ilícitos, nunca ter sido ouvido pelo Ministério Público.

Lula defendeu que todas as denúncias sejam investigadas e disse que corrupção só aparece quando se levanta o tapete da sala. “Se aconteceu alguma coisa, investigue. Se alguém cometeu um erro, que pague o preço pelo erro que cometeu. Essa é a lógica. E denúncia de corrupção, ela só aparece quando você tira o tapete da sala”, afirmou

Ele destacou que todas suspeitas que apareceram em seu governo foram apuradas e continuarão sendo, num eventual novo mandato. “Cada coisa que acontecia no nosso governo, eu tinha orgulho de mandar investigar. Investiga tudo. Só tem um jeito de você não ser punido. É você ser honesto. Não houve nada no nosso governo que não foi apurado e sempre será assim”.

O ex-presidente relembrou as principais ações contra a corrupção que o governo dele implementou no país. “Tenho orgulho de uma coisa que foi o seguinte. Foi durante o período do meu governo e da presidenta Dilma que nós criamos todos os instrumentos para acabar com a corrupção nesse país. A Lei da Transparência que vocês jornalistas poderiam saber o tipo de papel higiênico que era utilizado no palácio do planalto. A Lei da Delação fomos nós que fizemos”.