24 de março de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista ao vivo na manhã de hoje (24) para a rádio Super Notícia, de Belo Horizonte (MG), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o atual descontrole da inflação e destacou a responsabilidade fiscal e gerencial de seus governos, quando o Brasil cresceu com inclusão social.

“Não tem um candidato que possa discutir comigo responsabilidade gerencial ou fiscal. Quando o PT estava no governo, não teve nenhum outro país do G20 que fez superávit todos os anos. Quando nós chegamos à presidência, a dívida interna pública era de 60% do PIB. Quando terminou 2014, a gente tinha 32% de dívida pública em relação ao PIB”, disse.

O ex-presidente também lembrou que foi seu governo que pagou a dívida ao FMI e deu início às reservas internacionais que até hoje dão estabilidade econômica ao país. “Este país devia 30 bilhões para o FMI, pagamos e ainda emprestamos 15 bilhões. Este país nunca tinha tido reservas internacionais, tinha zero. Nós, além de pagar o FMI, além de reduzir a dívida pública, além de fazer superávit, além de fazer a mais importante política de inclusão social deste país, além de aumentar o salário mínimo acima da inflação todos os anos, nós deixamos 370 bilhões de dólares de reserva, que é o que dá estabilidade a este país até hoje, é o colchão de segurança que este país tem”, declarou.

Hoje, descontrole de preços
Falando ao público mineiro, o ex-presidente citou como exemplo do descontrole da inflação no atual governo o metrô de Belo Horizonte, onde a passagem do transporte público aumentou de preço sete vezes até chegar ao preço atual.
“Em Belo Horizonte, quando o Bolsonaro entrou no governo, o metrô era 1,80, agora é 4,50. O salário do povo não teve o mesmo aumento, a geração de empregos não teve o mesmo crescimento, mas o número de gastos das pessoas aumentou muito, além da inflação, além do preço do arroz, a cesta básica cresceu, o café aumentou 78%, o açúcar aumentou 42%, a gasolina aumentou quase 60%, o óleo diesel aumentou muito”, ressaltou.

“Agora estão falando em privatizar o metrô de Belo Horizonte. Para ficar mais barato? Não vai ser mais barato, vai ser mais caro, porque o empresário que comprar vai querer mais lucro e não vai querer sequer empatar ou ganhar pouco”, explicou.

Assista a entrevista na íntegra: