26 de janeiro de 2022
Fotos: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (26) que se faça um esforço para recuperar o atraso que alunos pobres tiveram por causa da falta de estrutura para acessar aulas virtuais no período de pandemia. Em entrevista à CBN Vale do Paraíba, Lula lembrou que, sem acesso à internet e computadores, crianças da periferia brasileira foram prejudicadas por um período de praticamente um ano meio sem aulas adequadas.
“Vamos ter de fazer um esforço enorme, chamar os educadores, fazer um mutirão, utilizar o que tiver de instrumentos para que a gente possa recuperar essa falha e colocar as crianças no mesmo padrão educacional. Temos que garantir que tenham a mesma qualidade de educação, que aprendam as mesmas coisas, essa é uma das preocupações que eu tenho”, afirmou.

O ex-presidente lembrou que é a educação que permite que as pessoas progridam na vida. Nos governos do PT, o investimento público em educação passou de 4,7% do PIB em 2002 para 6% do PIB em 2014. Além disso, em 2014 a então presidenta Dilma Rousseff sancionou o Plano Nacional de Educação, que previa o aumento progressivo da destinação de orçamento para a educação, até chegar a 10% em 2024.

Lula sempre conta que sua mãe, Dona Lindu era analfabeta, e que ele mesmo estudou muito pouco quando era jovem, por falta de oportunidade. Por isso, o acesso à educação foi um dos pilares de seu governo, assim como da presidenta Dilma.

Pobre no orçamento
Lula defendeu também a inclusão do pobre no orçamento e dos ricos no imposto de renda, como medida de estimulo ao consumo, à geração e emprego e ao crescimento. “Se colocarmos o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda, se tivermos uma política de inclusão social que faça com que o pobre tenha dinheiro para ir ao mercado, para comprar um short, um vestido, um sapato, um caderno, a economia vai crescendo por si só. Não tem outra mágica. Não tem essa de plano emergencial para gerar emprego”.

Conversa com a sociedade
De acordo com o ex-presidente, para consertar o país, será preciso muita responsabilidade, muita seriedade, muito juízo e muita conversa com a sociedade. “Você tem que ouvir os trabalhadores, os artistas, o povo que está querendo casa, que está querendo terra, que está querendo emprego. Por isso, fiz 74 conferências nacionais para discutir políticas públicas e para ter certeza de que a sociedade estava participando”.

Veja a íntegra da entrevista: