Foto: Ricardo Stuckert

A chuva que caiu a tarde inteira na cidade de Chapecó (SC) neste sábado (24) não tirou as milhares de pessoas que ocuparam a Praça Coronel Bertaso, no centro da cidade, para dar as boas vindas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua caravana pelo Sul do país. 

O ex-presidente aproveitou o ato em defesa da agricultura familiar na cidade para falar sobre a onda de ódio e violência que grupos de direita estão promovendo contra a caravana Lula Pelo Brasil. "Esses herdeiros políticos de Hittler e Franco não têm coragem de juntar gente pra fazer um comício a favor do candidato deles. Só podem tentar atrapalhar o dos outros", declarou Lula, que criticou quem estava jogando ovos em apoiadores do PT. "Se eles tivessem passado fome uma vez na vida, não estariam tacando ovos nas pessoas. Peguem os ovos que estão tacando e vão para as periferias doar para quem não tem o que comer", sugeriu.

Lula denunciou que manifestantes da direita tentaram impedi-lo de chegar ao ato em Chapecó e pediu respeito à convivência democrática. "Queriam me impedir de falar com vocês. Eu nunca vi isso. É como tentar impedir o melhor jogador do Chapecoense de entrar em campo. Como querer tirar o melhor jogador da seleção do jogo? Querem ganhar? Vão disputar as eleições e ganhem no voto", disparou o ex-presidente.

Durante o ato, Lula relembrou ao povo catarinense que ele e a presidenta eleita Dilma Rousseff foram os que mais fizeram pelo estado. "Nunca teve um presidente que investiu tanto em Santa Catarina, em Chapecó e na agricultura familiar como nós investimos nos 12 anos de governos do PT", avaliou o ex-presidente, que acredita ser esse o motivo de tanto ódio da elite contra ele. "A perseguição não é contra o Lula, e sim pelas coisas boas que o PT fez nesse país. Eles não se conformam por 36 milhões de pessoas terem saído da miséria no Brasil. Não se conformam por termos criado mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada durante os nossos governos". 

Desafio 

Lula desafiou novamente seus acusadores a provarem que ele cometeu algum crime. "Eu desafio eles, o Moro, o Ministério Público Federal e o TRF-4 a provarem que são mais honestos do que eu. Provem uma coisa que eu fiz errado na vida. Se eu tivesse cometido um crime, eu teria de vir aqui pra pedir desculpas a vocês. Mas não. Eu ofereço minha honestidade em troca da confiança que vocês depositam em mim".

Para barrar os desmontes nas políticas sociais e a retirada de direitos que o atual governo está promovendo no Brasil, Lula disse que irá fazer um referendo revogatório ou uma constituinte ao assumir a presidência da República outra vez. "O que me deixa indignado é que essa gente tão estudada só sabe fazer corte prejudicando o trabalhador. Se eles não sabem governar, que deixem o torneiro mecânico, que ele sabe".

Ao encerrar o ato do sexto dia da caravana pela região Sul, Lula pediu à militância e a seus apoiadores para não deixarem o ódio vencer e mandou um recado aos fascistas. "Não vamos ficar raivosos, o ódio não leva a nada. E fascistas: aprendam a viver em democracia". Depois das ameaças, o ex-presidente caminhou protegido pelo povo de Chapecó do palco do ato até o hotel, onde entrou pela porta da frente. 

Nova Erechim

Neste domingo (25), a caravana de Lula segue para a cidade de Nova Erechim, onde o ex-presidente participa de um encontro com o sistema cooperado da agricultura familiar. 

 

Veja como foi o ato em Chapecó: 

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