29 de setembro de 2014

A nutrição escolar promove o desenvolvimento econômico e social e ajuda a reduzir a fome e a pobreza, especialmente, quando está ligado à compra de alimentos da agricultura familiar. Esta é a mensagem principal do Fórum Global de Nutrição Infantil 2014, o mais importante evento do mundo em alimentação escolar, que começa nesta segunda-feira (29) em Johannesburgo, África do Sul. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem ao encontro, em que relata como as políticas de alimentação escolar e produção agrícola local foram essenciais para combater a desigualdade social no Brasil.

Desde 1997, o Fórum tem reunido líderes de países em desenvolvimento para cinco dias de debates sobre como estabelecer programas de alimentação escolar sustentáveis e realizados por governos. Ao compartilhar suas ideias, experiências e desafios, uma rede informal de líderes dedicados à promoção da alimentação escolar foi formada.

Cerca de 66 milhões de crianças em todo o mundo vão assistir às aulas todos os dias com fome nos países em desenvolvimento. Aproximadamente 23 milhões delas vivem na África. Em vários países, a alimentação escolar é a única refeição que as crianças fazem regularmente.

A alimentação escolar não apenas combate a desnutrição e provê micronutrientes, como também possibilita que as crianças aprendam melhor e aumenta os índices de matrícula e a frequência escolar. Quando estão vinculados à compra local de alimentos, os programas também beneficiam a economia rural e os agricultores familiares.

“O Fórum se tornou um catalisador global para o desenvolvimento de programas nacionais de alimentação escolar”, explica Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, que tem sede no Brasil.

Para o evento deste ano, que acontece de 29 de setembro a 3 de outubro, 250 participantes de mais de 30 países são esperados, inclusive ministros de estado, oficiais de governos e representantes de agências da ONU e de organizações não-governamentais.

Texto com informações: Programa Mundial de Alimentos/Brasil